Wagner nega atuação em favor do Master e diz que dólares são de diárias
Wagner nega atuação em favor do Master; dólares são de diárias

O líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta quinta-feira (18) que os dólares apreendidos pela Polícia Federal têm origem em diárias pagas pelo Senado em razão de viagens para o exterior que realiza como parlamentar. Em entrevista à BandNews, o petista também negou ter atuado em favor do Banco Master no Senado. E afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prestou solidariedade a ele após a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve Jaques como alvo.

Após a entrevista, a assessoria de Jaques Wagner também divulgou uma nota à imprensa em que afirma que o parlamentar acompanha as investigações da PF com "tranquilidade" e se coloca à disposição da Justiça para esclarecimentos.

"Eu, várias vezes, viajei pro exterior, mandei até levantar e de 2019 pra cá eu recebi de diárias aproximadamente US$ 70 mil dólares, e outras vezes que eu fui viajar eu comprei via Banco do Brasil, onde eu tenho conta, dólares ou euro, para fazer a viagem. Então, eu não tenho nenhuma coisa para esconder", afirmou Jaques.

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Segundo o petista, o dinheiro tem origem declarada e estava armazenado em envelopes com o timbre do Senado. "Então, do ponto de vista do dinheiro, estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém, muito menos do máster ou do Augusto Lima. Então, eu estou absolutamente à vontade", acrescentou Jaques Wagner.

Em relação à negociação para a compra de um imóvel em Salvador (BA), Jaques Wagner afirmou que combinou com o banqueiro Augusto Lima, de quem é amigo, que comprasse o apartamento para, depois, Jaques recomprar o imóvel – que seria para uma filha do parlamentar. De acordo com Jaques Wagner, não houve a transferência do imóvel para ele. O senador também disse não ter nenhuma relação com Daniel Vorcaro.

"Sobre o apartamento, na verdade é um apartamento que está em construção aqui no Horto. Eu tinha interesse de dar um apartamento, de ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: 'Você pode comprar? Depois eu vou recomprar', porque o apartamento está em construção, não está pronto", disse.

"Eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar e pagar o apartamento ou ela financiar. Então não tem nenhuma transferência de patrimônio para mim, eu não tenho, vou repetir, nenhum negócio com o Master ou com o Cred Cesta, nós privatizamos a rede de supermercado Cesta do Povo e essa rede levou junto o cartão. Daí, para frente foi um negócio desenvolvido pelo banco e pelo próprio Augusto Lima", completou.

Nota oficial

Leia a íntegra da nota divulgada pela assessoria de Jaques Wagner:

Nota à imprensa

O senador Jaques Wagner (PT-BA) esclarece que não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados. O parlamentar acompanha com tranquilidade o andamento das investigações e mantém a confiança na condução delas. Cabe esclarecer que o apartamento mencionado jamais integrou o patrimônio do parlamentar. O senador também nega atuação em favor do Banco Master ou qualquer outra instituição financeira. Sobre os valores em espécie apreendidos, a assessoria informa que o montante é fruto de diárias legais, declaradas e não utilizadas em missões internacionais oficiais. Por fim, o senador Jaques Wagner reitera que permanece à inteira disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos, com a certeza de que a verdade prevalecerá.

Assessoria do Senador Jaques Wagner

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