Trump desmonta comissão eleitoral dos EUA a 4 meses das eleições
Trump desmonta comissão eleitoral dos EUA a 4 meses das eleições

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizará um pronunciamento à nação na noite de quinta-feira (16) sobre informações de inteligência recém-desclassificadas relacionadas às investigações da eleição de 2020 e ao que a Casa Branca aponta como vulnerabilidades em urnas eletrônicas. A informação foi confirmada por uma autoridade do governo à Reuters nesta segunda-feira (13).

Pronunciamento presidencial e alegações de fraude

A autoridade, que falou sob condição de anonimato, disse que Trump abordará o que a Casa Branca considera falhas em urnas eletrônicas que poderiam permitir ataques cibernéticos de governos estrangeiros. No entanto, autoridades eleitorais afirmam que as máquinas são seguras e que não há evidências de invasões estrangeiras capazes de alterar o resultado de eleições anteriores. Segundo a fonte, Trump também deve apresentar informações de inteligência recém-desclassificadas relacionadas à eleição de 2020.

No discurso, transmitido pela TV, o presidente pode repetir a alegação, sem provas, de que foi derrotado pelo democrata Joe Biden em 2020 devido a uma fraude eleitoral em larga escala. Essa alegação já foi rejeitada por tribunais, auditorias eleitorais e pelo Departamento de Justiça durante o primeiro mandato de Trump, que não encontraram evidências de fraude, incluindo qualquer manipulação de urnas eletrônicas. Na época, a agência federal de segurança cibernética classificou a votação como "a mais segura da história dos Estados Unidos".

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Supervisão federal e temores de interferência

Desde que retornou à Casa Branca, o governo Trump tem ampliado a supervisão federal sobre a administração das eleições e proposto mudanças no sistema de votação. Especialistas em direito eleitoral afirmam que essas iniciativas retirariam poderes dos Estados, o que poderia violar a Constituição americana. Às vésperas das eleições legislativas de novembro, que definirão o controle do Congresso, democratas e especialistas em segurança eleitoral expressam temor de que o governo tente interferir no processo.

Segundo especialistas ouvidos pela Reuters, ao insistir que a eleição de 2020 foi ilegítima, Trump abre caminho para contestar possíveis derrotas republicanas e enfraquecer a legitimidade de eventuais vitórias democratas. A comissão eleitoral dos EUA foi desmontada por Trump a quatro meses das eleições parlamentares, gerando preocupações sobre a integridade do processo eleitoral.

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