Caio Ribeiro critica formação de base e exalta identidade espanhola
O programa Seleção Copa desta segunda-feira foi marcado por intensos elogios às semifinalistas França e Espanha, que se enfrentam nesta terça-feira, às 16h (de Brasília), em Dallas. O comentarista Caio Ribeiro pediu desculpas por trazer o Brasil ao debate e criticou duramente a formação de talentos nas categorias inferiores do país. "Sem querer apontar dedo, a gente acaba fazendo comparativo com a seleção brasileira. É isso que me agrada na Espanha: a Espanha tem uma identidade, tem uma forma de jogar. Ela não muda, independentemente de quem está do outro lado. Isso não é só no time profissional, é desde a formação na base", disse.
Brasil precisa repensar base e reaproximar torcedor
Caio Ribeiro prosseguiu: "O Brasil precisa repensar sua maneira desde a categoria de base até chegar no profissional. A gente precisa reaproximar o torcedor da seleção brasileira. Precisamos parar de pegar esses caras habilidosos e tirar da zona de pressão. Para de formar 10 e jogar para o lado de campo. A gente precisa ter mais protagonista em jogos grandes. Tem várias maneiras de ganhar: às vezes pode jogar em transição, pode jogar em contra-ataque, pode apostar na bola parada, mas não pode dar a bola para o adversário aceitar tão passivamente quanto aceitamos contra a Noruega."
Felipe Melo cobra respeito perdido e cita Noruega
Felipe Melo endossou as críticas e mencionou que a Noruega escalou time reserva contra a França, aceitando o segundo lugar para evitar o Brasil. "Tem que mudar lá embaixo, na base. Tem que mudar é lá de trás. A tendência nesse novo ciclo é melhorar, mas tem que mudar lá de baixo. É o caminho. A Noruega tem posse de bola, tem quatro vezes mais passes do que a seleção brasileira. Depois no jogo seguinte a Inglaterra botava 70%. Isso que me pega. Pode ter várias maneiras de vencer, mas não pode deixar de jogar com o DNA da seleção brasileira", afirmou. "O pior que está acontecendo é o respeito. O cara bota o time reserva contra a França e diz: 'Vamos ficar em segundo? Vamos pegar o Brasil? Está tranquilo, não pega nada'. Você pegar o Equador tirando o jogo de Quito, da altitude, para jogar em Guayaquil. Cadê o respeito?", completou.
Paulo Nunes reforça críticas e cobra formação em várias posições
Paulo Nunes também criticou e pediu uma formação mais eficaz. "É aprender com o que passou aqui. Duas coisas me chamaram atenção. A gente não tem meia de criação, não tem volante, a gente tem muito jogador de lado. Não temos laterais. Temos quatro anos para fazer isso", finalizou o ex-atacante. Participaram do Seleção Copa desta terça-feira André Rizek, Caio Ribeiro, Felipe Melo e Paulo Nunes.



