O Grupo Toky, controlador das marcas Tok&Stok e Mobly, anunciou nesta segunda-feira (15) que a Justiça aprovou o pedido de recuperação judicial da companhia e de suas subsidiárias. A medida visa renegociar dívidas que ultrapassam R$ 1 bilhão e evitar a falência, mantendo as operações em funcionamento normal.
Detalhes do processo
O pedido foi protocolado em maio deste ano na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo. Na ocasião, a empresa citou dificuldades enfrentadas pelo setor de móveis e decoração, como juros altos, aumento do endividamento das famílias e crédito mais restrito. Esse cenário reduziu as vendas e afetou o caixa do grupo, que vinha negociando a reestruturação das dívidas da Tok&Stok com credores, mas sem sucesso.
Medidas urgentes solicitadas
No pedido, o Grupo Toky solicitou medidas urgentes para evitar o colapso das operações, citando "risco de dano irreparável". Entre os pedidos, está a liberação imediata de cerca de R$ 77 milhões em valores de vendas feitas no cartão de crédito, retidos pela SRM Bank. O bloqueio desses valores colocou em risco pagamentos básicos, como salários de mais de 2 mil funcionários.
A empresa também pediu a suspensão, por 180 dias, de cobranças e ações judiciais por dívidas ("stay period") e a manutenção de contratos essenciais, como logística, transporte, sistemas digitais, computação em nuvem, energia elétrica e abastecimento de água.
O Grupo Toky
Criado em 2024, o Grupo Toky é resultado da união entre Mobly e Tok&Stok, duas marcas tradicionais do setor moveleiro no Brasil. A fusão deu origem a um dos maiores grupos de varejo de casa e decoração da América Latina, combinando operações físicas e digitais.
A Mobly foi fundada em 2011 com foco em vendas online e conta com 11 lojas físicas. Já a Tok&Stok foi fundada em 1978 pelos franceses Régis e Ghislaine Dubrule, destacando-se por móveis modernos e acessíveis. O grupo também inclui a marca Guldi, especializada em colchões.
*Com informações da Reuters.



