O ressentimento de torcer contra, seja no futebol, nas redes sociais ou na política, é um sentimento que deixa um gosto amargo, mesmo quando o rival é derrotado. O colunista Leo Aversa reflete sobre essa experiência, a partir de sua vivência pessoal na final da Libertadores de 2019, quando torceu contra o Flamengo. Ele descreve a sensação de vitória vazia, que não traz alegria genuína, apenas alívio momentâneo.
A amargura da torcida contra
No futebol, torcer contra o rival pode parecer uma estratégia para evitar a dor da derrota, mas, segundo Aversa, o resultado é sempre amargo. Ele cita a reação de torcedores argentinos durante a semifinal da Copa do Mundo de 2026 entre Inglaterra e Argentina, em Atlanta, nos Estados Unidos, em 15 de julho de 2026, como exemplo de como o ressentimento toma conta. A imagem, capturada pelo fotógrafo Jewal Samad, mostra a tensão e a frustração estampadas nos rostos.
Ressentimento além do esporte
O fenômeno não se limita ao esporte. Nas redes sociais e na política, a "torcida contra" também é motivada por rancor e transforma debates em campos de ódio. Aversa critica essa postura, que acaba por corromper a essência da competição e do debate democrático, transformando-os em batalhas pessoais. Ele defende que a verdadeira felicidade vem de torcer a favor, de apoiar algo ou alguém, e não de desejar o mal do outro.
A busca pela felicidade genuína
Para o colunista, a chave para uma vida mais plena é focar no que se ama, e não no que se odeia. "Não tem jeito: o rival pode até perder, mas o gosto vai ser sempre amargo", escreve. A reflexão serve como um lembrete de que o ressentimento, no fim das contas, só prejudica quem o sente. A verdadeira vitória está em celebrar as próprias conquistas, e não em comemorar as derrotas alheias.



