Costa Neto: Tereza Cristina recusou ser vice de Flávio Bolsonaro
Tereza Cristina recusou ser vice de Flávio Bolsonaro

O presidente do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), revelou que a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) recusou o convite para ser candidata a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (21) durante entrevista coletiva em Brasília.

Recusa confirmada

Segundo Ciro Nogueira, o convite foi formalizado há cerca de duas semanas, mas Tereza Cristina declinou após avaliar questões pessoais e políticas. "Ela agradeceu, mas disse que não era o momento. Quer continuar focada no Senado e em seu trabalho no partido", afirmou o presidente do PP.

A ex-ministra, que comandou a pasta da Agricultura durante o governo Jair Bolsonaro, é considerada uma das principais lideranças do agronegócio no Congresso. Sua recusa ocorre em meio a negociações para formar uma aliança entre PL e PP para a disputa presidencial.

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Impacto na aliança

A decisão de Tereza Cristina pode complicar as conversas entre as legendas. O PL busca um nome de peso do agronegócio para compor a chapa, visando fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro, que tenta suceder o pai. Ciro Nogueira, no entanto, minimizou o impacto: "Respeitamos a decisão dela. O PP continua aberto a dialogar e buscar o melhor para o Brasil".

Flávio Bolsonaro, em nota, disse que "compreende perfeitamente" a posição de Tereza Cristina e que "outros nomes serão avaliados". Pesquisas internas do PL indicam que a ex-ministra agregaria até 5 pontos percentuais à chapa, especialmente no Centro-Oeste.

Próximos passos

O PP deve realizar uma convenção nacional em agosto para definir sua posição nas eleições de 2026. Ciro Nogueira afirmou que o partido ainda não decidiu se apoiará Flávio Bolsonaro ou lançará candidatura própria. "Temos tempo até março do ano que vem para definir", disse.

Tereza Cristina, por sua vez, deve se dedicar à reeleição ao Senado por Mato Grosso do Sul. Em suas redes sociais, ela postou mensagem defendendo "unidade da direita" e "foco no desenvolvimento do país", sem mencionar diretamente o convite.

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