Ameaças antes da morte: vídeos mostram irmão e suspeito
Ameaças antes da morte: vídeos mostram irmão e suspeito

Vídeos gravados antes do assassinato do empresário Vitor Hugo Fabotti Delgado, de 31 anos, em Arujá, mostram trocas de ameaças entre o irmão da vítima e o principal suspeito do crime. As gravações, divulgadas após o homicídio, teriam sido feitas antes do ataque. O principal suspeito é o ex-sócio de Vitor, Wanderson de Lima Macedo, que está foragido. A Justiça decretou a prisão preventiva dele, e a Polícia Civil segue tentando localizá-lo.

Conteúdo das gravações

Nas gravações, aparecem cobranças de valores, ofensas e ameaças envolvendo Wanderson e o irmão da vítima, Otávio Fabotti. Em um dos trechos, Wanderson diz: — "Você vai me encontrar agora no problema. Você entrou no problema agora." Em seguida, Otávio responde: — "É 'nóis', cachorro!" Wanderson continua: — "Agora você entrou no problema, então vem. Vem me encontrar que agora você entrou no problema." Otávio pergunta: — "Você tá onde? Fala onde você tá." Wanderson conclui: — "Aonde você quiser."

Versão da defesa

Segundo o advogado de Wanderson, Elton Passos, os vídeos foram gravados antes do crime e enviados a familiares por medo de que o suspeito fosse morto. "Na época ele fez o vídeo e encaminhou para alguns parentes, até por uma questão de segurança, porque ele falou que talvez ia morrer a qualquer momento. Porque o pessoal, além de não pagar a comissão dele, além de traí-lo e tirá-lo do negócio futuro, ainda encomendaram a morte dele", afirmou.

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A Polícia Civil investiga se esse histórico de desentendimentos está diretamente relacionado à motivação do assassinato. A principal hipótese é que o crime tenha sido provocado por um desacordo comercial envolvendo negócios realizados no Rio de Janeiro.

Motivação comercial

De acordo com o advogado, o conflito começou durante uma negociação para compra de cabos elétricos com grande quantidade de cobre. Ele afirma que o contrato foi transferido para a empresa da vítima e que, depois da primeira extração do material, houve mudanças no pagamento das comissões devidas a Wanderson. Segundo a defesa, o valor inicialmente combinado teria sido reduzido de R$ 300 mil para R$ 100 mil e, mesmo após a renegociação, o pagamento não foi feito.

Relembre o caso

Vitor Hugo Fabotti Delgado foi morto a tiros na tarde de 7 de julho dentro da empresa de reciclagem onde trabalhava, em um condomínio industrial de Arujá. Segundo a investigação, Wanderson foi recebido pela vítima, os dois conversaram por cerca de 20 minutos e, em seguida, o empresário foi baleado. Vitor chegou a ser socorrido, mas morreu. O inquérito foi concluído pela Delegacia de Arujá e encaminhado à Justiça com pedido de prisão preventiva do suspeito, que continua foragido, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

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