Presidente da Câmara de Curitiba alvo de operação por rachadinha e venda de cargos
Presidente da Câmara de Curitiba é alvo de operação

O presidente da Câmara Municipal de Curitiba, Tico Kuzma (PSD), tornou-se alvo de uma operação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) que investiga supostas práticas de 'rachadinha' e venda de cargos na Prefeitura. A ação, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao vereador e a outros investigados.

Detalhes da operação

Os mandados foram executados na manhã desta terça-feira (30) em Curitiba e região metropolitana. Durante as buscas, foram apreendidos documentos, aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie. A investigação apura indícios de que Kuzma utilizava seu cargo na presidência da Câmara para cobrar propina de servidores comissionados e intermediar a venda de posições na administração municipal.

Segundo o MP-PR, as suspeitas surgiram a partir de denúncias anônimas e de análises de movimentações financeiras atípicas. O órgão afirma que há 'fortes indícios' de que o esquema funcionava desde o início do atual mandato, em 2025.

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Defesa de Tico Kuzma

Em nota, a assessoria de Kuzma negou todas as acusações e classificou a operação como 'um ato eleitoreiro'. 'O vereador Tico Kuzma nunca praticou qualquer ato ilícito e confia na Justiça para provar sua inocência. A ação do Gaeco, em ano eleitoral, tem claros objetivos políticos', diz o texto.

Kuzma está em seu sexto mandato como vereador de Curitiba e preside a Câmara desde 2023. Ele é filiado ao PSD e tem histórico de alianças com o atual prefeito, Eduardo Pimentel (PSD).

Reações oficiais

A Câmara Municipal de Curitiba informou, por meio de sua assessoria, que 'colabora integralmente com as investigações e aguarda o desenrolar dos fatos'. Já a Prefeitura de Curitiba declarou que 'não tem conhecimento dos fatos investigados, mas se coloca à disposição do Ministério Público para esclarecimentos'.

O caso corre em segredo de Justiça, mas o MP-PR adiantou que novas diligências podem ser realizadas nos próximos dias. A operação foi batizada de 'Cartão Vermelho', em referência à suposta 'rachadinha' – termo usado para designar o repartição ilegal de salários entre servidores e políticos.

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