A cúpula do Partido Progressista (PP) decidiu manter a neutralidade na eleição presidencial de 2026, rejeitando uma aliança com o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A decisão será comunicada pelo presidente do PP, Ciro Nogueira, durante reunião com Flávio nos próximos dias. Apesar das concessões oferecidas pelo PL, como ministérios e revisão de acordos estaduais, a maioria do partido avalia que a neutralidade é a melhor estratégia para ampliar a bancada na Câmara dos Deputados.
Maioria do partido apoia neutralidade
Segundo fontes da cúpula do PP, a maior parte dos filiados considera que a neutralidade garante maior liberdade para alianças estaduais e foco na eleição de deputados federais. A sigla do Centrão, que já teve papel de destaque em governos anteriores, busca consolidar sua força no Legislativo sem se comprometer com uma candidatura presidencial específica. Ciro Nogueira, que também é senador, deve reforçar esse posicionamento na reunião com Flávio Bolsonaro.
Concessões do PL não foram suficientes
O PL ofereceu ao PP cargos em ministérios e a revisão de acordos estaduais como forma de atrair a sigla para a coligação. No entanto, a cúpula do PP entende que esses benefícios não compensam a perda de autonomia política. “A prioridade é eleger o maior número possível de deputados federais, e a neutralidade nos dá mais flexibilidade para negociar nos estados”, afirmou um dirigente do PP sob condição de anonimato.
Impacto na corrida presidencial
A recusa do PP representa um revés para a campanha de Flávio Bolsonaro, que busca ampliar o arco de alianças do PL. Sem o apoio do PP, o presidenciável terá que recorrer a outras legendas do Centrão, como Republicanos e União Brasil. A decisão também sinaliza que o PP pretende manter uma postura independente, avaliando as propostas dos candidatos sem se vincular antecipadamente.
Estratégia para as eleições estaduais
O PP planeja usar a neutralidade presidencial para fortalecer candidaturas estaduais, permitindo acordos com diferentes partidos conforme as realidades locais. A sigla espera aumentar sua bancada na Câmara, atualmente com 47 deputados, para pelo menos 55 cadeiras. A estratégia já foi testada em eleições anteriores e é vista como eficaz para partidos de centro.



