A Procuradoria-Geral da República (PGR) tende a rejeitar a segunda proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça deve decidir o futuro do banqueiro ainda nesta semana. A Polícia Federal (PF) já rejeitou a segunda colaboração, alegando falta de novidades e provas consistentes.
Contexto da delação
Daniel Vorcaro está preso desde março de 2026, acusado de envolvimento em fraudes bilionárias que teriam causado prejuízos a investidores e ao sistema financeiro. A primeira proposta de delação foi recusada por não atender aos requisitos legais. Na segunda tentativa, a PF apontou que o material apresentado não trazia informações relevantes ou provas que justificassem um acordo.
Posição da PGR
A PGR ainda analisa formalmente o caso, mas fontes indicam que deve seguir o entendimento da PF e rejeitar a delação. Caso isso ocorra, caberá ao ministro André Mendonça, relator do processo no STF, decidir sobre o futuro de Vorcaro. Entre as possibilidades estão a manutenção da prisão preventiva ou a transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Próximos passos
Se a delação for definitivamente rejeitada, as negociações com Vorcaro serão encerradas. O banqueiro poderá responder pelos crimes sem o benefício da colaboração premiada, o que pode resultar em penas mais severas. A defesa de Vorcaro ainda não se manifestou oficialmente sobre o andamento do caso.
Fraudes bilionárias
As investigações apontam que o Banco Master teria operado um esquema de fraudes contábeis e desvios de recursos, envolvendo valores bilionários. A delação de Vorcaro era vista como uma chance de esclarecer os detalhes do esquema e identificar outros envolvidos. Com a rejeição, as investigações podem se tornar mais complexas.
A decisão de Mendonça é aguardada com expectativa por investidores e pelo mercado financeiro, que acompanham de perto o desdobramento do caso. O STF deve priorizar o julgamento nos próximos dias.



