Michelle Bolsonaro acertou com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, sua saída do comando do PL Mulher. A decisão foi tomada após reunião realizada nesta quinta-feira, em Brasília, e põe fim a um período de tensões internas no partido.
Divergências internas motivaram saída
Segundo fontes ouvidas pelo blog, a ex-primeira-dama vinha enfrentando resistência de setores do PL que criticavam sua gestão à frente do núcleo feminino da legenda. Aliados de Michelle apontavam que ela não tinha autonomia para tomar decisões, e que Valdemar Costa Neto frequentemente ignorava suas sugestões.
O desgaste aumentou nos últimos meses, especialmente após as eleições municipais de 2024, quando o PL Mulher não conseguiu alavancar a participação feminina nas candidaturas como esperado. Apesar de o partido ter elegido o maior número de prefeitos do país, a representatividade feminina ficou aquém das metas estabelecidas.
Reunião selou o acordo
No encontro desta quinta, Michelle e Valdemar discutiram os rumos do PL Mulher e chegaram a um consenso sobre a necessidade de uma nova liderança. A saída será oficializada nos próximos dias, e um nome de transição deve ser anunciado em breve.
Procurados, ambos não comentaram o assunto. A assessoria do PL informou que a decisão foi tomada em comum acordo e que Michelle continuará filiada ao partido, mas sem cargo na executiva nacional.
Impacto na base bolsonarista
A saída de Michelle do PL Mulher ocorre em um momento de rearticulação da direita brasileira. Ela é considerada uma das principais lideranças do bolsonarismo e tem potencial para disputar cargos majoritários em 2026. Sua saída do comando do núcleo feminino, no entanto, não significa um rompimento com o PL, mas sim uma reorientação de sua atuação política.
Aliados avaliam que Michelle pode se dedicar a projetos próprios, possivelmente vinculados a uma pré-candidatura. Nos bastidores, já se especula que ela pode disputar uma vaga no Senado ou até mesmo o governo de algum estado.



