O presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu como prioridade para as eleições de 2026 construir palanques eleitorais que tenham candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) ao Senado. A decisão foi comunicada a lideranças partidárias em reunião realizada nesta semana, em Brasília. Segundo fontes do partido, a estratégia visa aumentar a bancada petista no Senado, atualmente com 9 cadeiras, para pelo menos 12.
Foco em estados estratégicos
A direção nacional do PT mapeou ao menos oito estados onde o partido tem chances reais de eleger senadores. Entre eles estão Bahia, Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Lula pretende visitar essas regiões ainda neste ano para impulsionar as candidaturas. A ideia é que o ex-presidente participe de eventos e caminhadas ao lado dos postulantes, usando sua popularidade para alavancar as campanhas.
Alianças e costura política
Para viabilizar os palanques, o PT terá que negociar com partidos aliados, como PSB, PCdoB e PV. Em alguns estados, a legenda poderá abrir mão de candidaturas próprias a governador em troca de apoio ao Senado. “O importante é garantir que o PT tenha candidatos competitivos. Estamos dispostos a fazer concessões”, afirmou o presidente nacional do PT, deputado Gleisi Hoffmann, em entrevista coletiva.
Desafios regionais
No Nordeste, berço eleitoral de Lula, a meta é eleger ao menos três senadores. Já no Sudeste, o foco está em Minas Gerais e São Paulo, onde o PT enfrenta adversários fortes. Em São Paulo, o nome cotado é o do deputado federal Paulo Pimenta, enquanto em Minas a aposta é na ex-prefeita de Belo Horizonte, Reginalda Lemos. A estratégia também considera a possibilidade de candidaturas únicas da federação partidária.
Impacto na base governista
A priorização dos palanques petistas ao Senado pode gerar atritos com aliados que desejam lançar candidaturas próprias. O governo federal pretende usar a máquina pública para fortalecer os candidatos, mas sem interferir diretamente nas eleições estaduais. Analistas políticos apontam que o sucesso da estratégia depende da capacidade de Lula em transferir votos para os candidatos do PT.
Com a definição da prioridade, o partido deve intensificar a pré-campanha a partir de agosto, com a realização de plenárias e convenções municipais. O objetivo é consolidar as candidaturas até o fim de 2026, prazo final para o registro das chapas.



