Câmara dos EUA aprova NDAA de US$ 1,15 tri com apoio republicano
Câmara dos EUA aprova NDAA de US$ 1,15 tri

A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou por margem estreita, nesta quarta-feira, sua versão do amplo projeto de lei sobre política de defesa, a Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) para o ano fiscal de 2027. O texto autoriza gasto recorde de US$ 1,15 trilhão para as Forças Armadas, vencendo por 216 votos a 212.

Votação majoritariamente partidária

A votação seguiu linhas partidárias: todos os republicanos, exceto sete, votaram a favor; todos os democratas, exceto seis, votaram contra. Os democratas se opuseram ao montante bilionário enquanto o presidente Donald Trump e aliados cortam gastos sociais.

Guerra ao Irã e custos elevados

Os democratas também criticam a guerra contra o Irã, que já custou US$ 37,5 bilhões segundo o Pentágono. Já os republicanos defendem o gasto como essencial para apoiar as tropas, financiar sistemas de defesa e equipamentos, além de proporcionar aumentos salariais de até 7% e construção de moradias.

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Cláusula pró-Israel gera polêmica

Outro ponto de discórdia é a cláusula que amplia a cooperação militar com Israel, apesar de apelos para reduzir o apoio devido ao alto número de vítimas civis palestinas em Gaza.

Futuro incerto no Senado

Historicamente a NDAA é aprovada por 65 anos consecutivos, mas este ano enfrenta divisões sobre orçamento, guerra, ajuda a Israel e Ucrânia, e questões culturais como soldados transgêneros. Os republicanos anexaram a "SAVE America Act" à NDAA, o que complica sua aprovação no Senado, onde faltam votos para a lei eleitoral. Os democratas do Senado já bloquearam a versão anterior, e os líderes republicanos prometem nova tentativa antes do recesso de agosto.

O processo ainda está no início: Câmara e Senado aprovam versões próprias, depois negociam um texto de compromisso, que vai à votação final e, se aprovado, segue para sanção ou veto presidencial.

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