A Comissão de Arbitragem da CBF enviou ofício nesta terça-feira comunicando um novo procedimento para responder às reclamações dos clubes. Antes, havia uma reunião semanal, sempre às segundas-feiras. Agora, segundo documento enviado a federações estaduais e clubes, as respostas terão retorno em até 10 dias úteis.
Novo rito e triagem classificatória
A comissão também informou que fará “triagem classificatória da solicitação, onde tais categorizações indicarão a necessidade de urgência da análise e resposta”, conforme trecho do documento assinado pelo diretor de arbitragem Raimundo Góes Netto e pelo novo presidente da Comissão de Arbitragem, o ex-árbitro Sandro Meira Ricci.
“Reafirmamos nosso respeito às solicitações de seus filiados, reforçando o compromisso em avaliá-las em sua plenitude, cuja resposta será enviada em até 10 (dez) dias úteis. Destacando, que independente da classificação, o clube receberá resposta da situação”, diz trecho do ofício. A Comissão da CBF ainda se coloca à disposição para “esclarecimentos preliminares que podem evitar o acionamento da mencionada Ouvidoria” (de arbitragem).
Reação dos clubes
A mudança provocou reação dos clubes. Por um lado, havia percepção de que os encontros semanais eram infrutíferos e não se convertiam em benefícios práticos para a melhoria da arbitragem. Por outro, o novo prazo longo para resposta provoca insatisfação, conforme alguns relatos colhidos pelo ge.
No rito anterior, adotado no início do Campeonato Brasileiro das Séries A e B de 2025, os encontros para reclamações e explicações de lances de arbitragem entre dirigentes de clubes e da comissão de arbitragem da CBF obedeciam a um cronograma rígido. O procedimento anterior era: as reuniões eram sempre às segundas, em dois horários – às 14h para clubes da Série B e às 16h para clubes da Série A. Cada clube interessado deveria enviar até as 11h de segunda os lances da sua reclamação.
Contexto e outras medidas
A CBF também alertou para o impacto de novas regras na arbitragem, classificando como “uma mudança de cultura”. Além disso, a entidade reforçou diretrizes e o STJD prometeu punições mais severas contra acusações à arbitragem. Os clubes ainda vão decidir se a CBF adotará novas regras da Copa do Mundo, entre elas a chamada “lei Vini Jr.”.



