O pré-candidato ao governo de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), disparou críticas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a operação da Polícia Federal que mirou o senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito do caso Master. A corporação aponta que Wagner foi o 'beneficiário central' de 'vantagens econômicas' pagas por integrantes do Banco Master. Zema afirmou que o 'PT da Bahia foi onde tudo começou', em referência às supostas irregularidades.
Contexto da operação
A Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF, investiga um esquema de corrupção envolvendo o Banco Master e políticos do PT. Segundo as investigações, Jaques Wagner teria recebido vantagens indevidas em troca de favorecimentos. A defesa do senador nega as acusações.
Reação de Zema
Em suas redes sociais, Zema questionou a decisão de Lula de manter Wagner como líder do governo no Senado. 'O PT da Bahia foi onde tudo começou, e agora vemos o envolvimento do senador Wagner. Lula precisa explicar por que mantém alguém assim na liderança', escreveu. A declaração acirra ainda mais a rivalidade política entre o governador de Minas e o presidente.
A crise política se intensifica em meio às eleições de 2026, com Zema buscando se posicionar como alternativa ao petismo. A operação da PF reacendeu o debate sobre corrupção no governo Lula, e Zema aproveitou para criticar a escolha de Wagner para um cargo de destaque.
Tensão com bolsonarismo
Paralelamente, Zema enfrenta tensões internas no partido Novo após críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A ala bolsonarista do partido reagiu negativamente, e Zema tenta equilibrar sua base de apoio sem romper com o ex-presidente Jair Bolsonaro. A situação coloca o Novo em uma posição delicada, enquanto Zema busca se consolidar como nome forte para 2026.



