O ex-ministro José Dirceu, figura central do PT e do governo Lula, completa 80 anos neste mês de julho. Em tratamento contra um linfoma, ele continua atuando politicamente, mas de forma remota, segundo relatos de aliados próximos. Dirceu, que foi condenado e preso na Lava Jato, mantém influência nos bastidores do partido e articula alianças para as eleições de 2026.
Linfoma e tratamento
Diagnosticado com linfoma não Hodgkin, Dirceu realiza sessões de quimioterapia e imunoterapia. O tratamento tem evoluído bem, mas ele precisa evitar contato físico e aglomerações. Por isso, sua atuação política se dá por videoconferências, telefonemas e mensagens.
Atuação remota
Segundo o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), "Zé Dirceu continua sendo um dos principais estrategistas do partido. Ele participa de reuniões online e dá orientações sobre alianças e campanhas." Dirceu também mantém contato com lideranças de partidos aliados, como PSB e PCdoB, e com movimentos sociais.
Influência nas eleições de 2026
Dirceu tem defendido a união da esquerda em torno de uma candidatura única para a presidência. Ele apoia a pré-candidatura de Lula, mas também articula acordos estaduais. "Ele quer evitar fragmentação e garantir que o PT tenha força para governar", afirmou um assessor que pediu anonimato.
Legado e controvérsias
Zé Dirceu foi ministro da Casa Civil no governo Lula e um dos articuladores do mensalão. Condenado a 30 anos, cumpriu pena em regime fechado e semiaberto. Sua atuação remota gera críticas da oposição, que questiona sua influência mesmo estando condenado. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse: "É inaceitável que um condenado continue comandando o PT."
Saúde e futuro
Aliados afirmam que Dirceu está lúcido e determinado. "Ele não larga a política. Mesmo doente, quer participar de tudo", disse o ex-deputado José Genoino. O tratamento deve continuar pelos próximos meses, e Dirceu planeja retomar atividades presenciais quando possível.



