O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, alterou sua versão sobre o controle de emendas parlamentares em uma petição enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Inicialmente, Valdemar havia afirmado que interferir nas indicações de emendas fazia parte de suas atribuições como presidente da legenda. No entanto, agora seus advogados sustentam que ele não possui qualquer poder formal sobre as emendas, limitando-se a sugerir políticas públicas.
Mudança de posição após bloqueio de bens
A mudança de posição ocorre em meio a uma investigação que resultou no bloqueio de R$ 119 milhões em bens de Valdemar. A suspeita é de que ele tenha utilizado sua influência para direcionar recursos de emendas parlamentares, o que levou o STF a determinar a medida cautelar. Na petição, os defensores de Valdemar argumentam que o presidente do PL não detém poder formal sobre as emendas, contrariando declarações anteriores do próprio político.
Investigação e consequências
O bloqueio dos bens foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito de um inquérito que apura suposto desvio de finalidade na destinação de emendas. A defesa de Valdemar tenta reverter a decisão, alegando que não há provas de que ele tenha agido ilegalmente. A petição destaca que Valdemar nunca exerceu controle direto sobre as emendas, mas apenas opinava sobre prioridades regionais.
Procurada, a assessoria do PL não comentou o caso. O partido é o maior da Câmara dos Deputados e tem forte influência no Congresso. A mudança de versão de Valdemar é vista como uma tentativa de se distanciar das suspeitas e evitar sanções mais severas.



