Thomas Tuchel terá de dar muitas explicações aos torcedores ingleses após a queda na semifinal da Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, suas decisões equivocadas custaram a virada para a Argentina, por 2 a 1, em Atlanta. O alemão optou por defender a vantagem mínima, empilhou defensores e entregou a posse de bola para a rival. Após o jogo, sem convencer, admitiu a culpa pelo resultado, mas voltou a cutucar o comportamento do time.
Tuchel critica passividade e assume erro
“Estou desapontado. Ficamos passivos, até tivemos chances e não conseguimos torná-las em gols, só conseguimos cruzamentos, nada de chances em chutes… A gente estava perto, mas não conseguiu manter o nível”, admitiu o técnico, bombardeado com perguntas sobre suas substituições defensivas. “As substituições são para ajudar os jogadores. A gente decidiu por uma linha de cinco para evitar os cruzamentos, para fechar os espaços atrás, mas as que fizemos não nos tornaram menos vulneráveis aos cruzamentos”, lamentou.
Assunção de responsabilidade e análise da campanha
Tuchel assumiu a culpa pela queda de rendimento em campo. “É responsabilidade do técnico, mas é fácil falar das substituições quando não ocorre algo positivo. Se a gente não tem a bola, não consegue atacar. Eu queria fazer o segundo gol”, afirmou. “O sentimento era o de rodar o esquema, mas ficamos muito passivos, não conseguimos manter a bola, mudamos, então posso entender as discussões sobre os técnicos após o jogo. Treinadores fazem as decisões no campo e depois assumem a responsabilidade.”
O técnico ainda ressaltou os pontos positivos da campanha. “Não há nenhum arrependimento, estávamos muito perto (da final)”, reforçou. “A gente, com 1 a 0, estava fazendo nosso melhor jogo, mas por algumas circunstâncias acabamos levando os gols.” Para ele, a mentalidade foi o melhor da Inglaterra na Copa. “Caímos em grupo muito forte e jogamos os jogos como eram para ser jogados, com muitas viagens, altitude, com 10 homens (contra o México), com calor… Chegamos muito perto e não é momento de analisar tudo porque perdemos um jogo crucial.”



