Trump defende acordo com Irã e sugere ação síria contra Hezbollah
Trump defende acordo com Irã e sugere ação síria contra Hezbollah

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta terça-feira o memorando de entendimento de 14 pontos com o Irã, ainda não divulgado, durante a cúpula do G7 na França. Em conversa com jornalistas, Trump afirmou que o acordo deixa claro que Teerã nunca terá permissão para desenvolver uma arma nuclear.

Declarações de Trump sobre o Irã

“A única coisa que realmente importa para mim é que o Irã nunca tenha uma arma nuclear, e isso está dito de forma clara e inequívoca”, declarou Trump, alertando que “o inferno se abaterá” sobre o Irã se o país tentar adquirir tal armamento. O presidente falou antes de reunião com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al Thani, à margem do encontro do G7.

Próximas negociações

Autoridades norte-americanas e iranianas devem se reunir na Suíça na sexta-feira para iniciar negociações detalhadas, abrindo um prazo de 60 dias para discussões técnicas complexas. Espera-se que os temas incluam o futuro do urânio altamente enriquecido do Irã e o levantamento de sanções. Aliados europeus expressaram preocupação de que a equipe de negociação dos EUA, inexperiente, possa ter dificuldades para garantir um acordo robusto, o que poderia levar a um impasse prolongado.

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Críticas à estratégia israelense

Trump também comentou a situação no Líbano, onde o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que suas tropas permanecerão no sul do país pelo tempo necessário para combater o Hezbollah. O presidente americano sugeriu que a Síria, sob a Presidência de Ahmed al-Sharaa, poderia estar em melhor posição para desarmar o grupo apoiado pelo Irã. “Sugeri a Israel que deixasse a Síria lidar com o Hezbollah porque, para ser honesto, acho que eles fazem um trabalho melhor nessa área”, disse Trump.

A manutenção do acordo provisório dependerá crucialmente da situação no Líbano, onde o Irã exige a retirada israelense. As declarações de Trump indicam uma possível divergência com a estratégia de Netanyahu na região.

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