O empresário Thiago Miranda anunciou o encerramento das atividades da agência MiThi, da qual era proprietário, apenas dias depois de ter sido alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. A investigação apura um suposto esquema de contratação de influenciadores digitais para defender os interesses do Banco Master nas redes sociais e atacar o Banco Central.
Fechamento após dez anos
Em comunicado publicado nas redes sociais, Miranda afirmou que a agência encerra suas operações após uma década de atuação. Ele classificou a decisão como parte de um "novo ciclo" em sua trajetória profissional, sem fazer menção direta à investigação policial. A nota diz ainda que a MiThi cumprirá todas as obrigações de transição com clientes e parceiros.
Operação Compliance Zero
A Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero no último dia 10 de julho, cumprindo mandados em endereços ligados a Thiago Miranda e a outros investigados. Segundo as investigações, Miranda seria o articulador do chamado "Projeto DV", um plano que previa a contratação de influenciadores para produzir conteúdo favorável ao Banco Master e crítico ao Banco Central, especialmente em relação a políticas de regulação financeira.
A PF estima que o esquema movimentou valores significativos, embora o montante exato não tenha sido divulgado. A defesa de Thiago Miranda nega qualquer irregularidade e afirma que todas as atividades da agência sempre foram pautadas pela legalidade.
Impacto no mercado de influência
O caso levanta questões sobre a atuação de agências de marketing digital na defesa de interesses corporativos. Especialistas apontam que a investigação pode trazer maior escrutínio sobre contratos de publicidade e influência no setor financeiro. O Banco Master, por sua vez, não se manifestou oficialmente sobre a operação.



