Termômetro Olímpico: Brasil mira 20 medalhas em LA 2028
Termômetro Olímpico: Brasil mira 20 medalhas em LA 2028

A exatos dois anos das Olimpíadas de Los Angeles 2028, é possível traçar um panorama do esporte brasileiro na metade do ciclo. O país deve manter a média de 20 medalhas conquistadas nas últimas três edições, com chances de superar o recorde de 21 pódios dos Jogos de Tóquio 2021. Contudo, a conquista de medalhas de ouro ainda é uma grande incógnita. O blog apresenta a primeira edição do Termômetro Olímpico do ciclo, listando as principais possibilidades de pódio do Brasil.

Super favoritos ao ouro

Se as Olimpíadas fossem hoje, alguns atletas seriam considerados super favoritos ao pódio. Maria Clara Pacheco (taekwondo até 57 kg) é atual campeã mundial, líder do ranking e venceu a sul-coreana Kim Yu-jin, ouro em Paris 2024, três vezes nos últimos 12 meses. Em 2026, venceu o GP de Roma, principal competição da temporada.

Alison dos Santos (400 m com barreiras) é medalhista de bronze nas duas últimas Olimpíadas e prata no Mundial de 2025. Líder do ranking em 2026, venceu três etapas da Diamond League. O atual campeão mundial e olímpico, Rai Benjamin, anunciou que não disputará a prova em Los Angeles para se especializar em provas sem barreiras.

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No surfe masculino, é impossível cravar quais brasileiros estarão nos Jogos, mas pelo menos dois serão favoritos ao pódio. O país tem cinco dos seis primeiros colocados do ranking mundial: Yago Dora, Ítalo Ferreira, Gabriel Medina, Miguel Pupo e Samuel Pupo. Filipe Toledo também briga pela vaga, sendo especialista na onda de Trestles, local das Olimpíadas.

Rebeca Andrade (ginástica artística – salto) é campeã mundial em 2023 e prata em Paris 2024. Maior medalhista olímpica da história do Brasil, ficou quase dois anos sem competir e voltou com ouro no Pan-Americano em 2026. Ela já afirmou que não disputará o solo neste ciclo, mas treina trave e monta série para as barras assimétricas. É favorita ao pódio no salto, mas não pode ser descartada na trave e barras.

Caio Bonfim (marcha atlética) foi prata em Paris 2024, campeão mundial em 2025 e bronze na Copa do Mundo de 2026. É o atleta mais constante da marcha atlética mundial, subindo ao pódio em praticamente todas as competições.

Favoritos ao pódio

Beatriz Ferreira (boxe até 65 kg) foi prata olímpica em 2021 e bronze em Paris 2024. Após dois anos focada no boxe profissional, voltou ao boxe olímpico em 2026 com título na etapa da China da Copa do Mundo, vencendo a atual campeã mundial, agora na nova categoria até 65 kg.

Henrique Marques (taekwondo 80 kg) é atual campeão mundial e sobe ao pódio em quase todas as competições. Em 2026, foi campeão Pan-Americano e prata no Grand Prix de Roma.

Rafaela Silva (judô até 63 kg) é terceira no ranking mundial, campeã do Grand Slam de Paris. No Mundial de 2025, ficou em quinto. Após mudar de peso (de 57 kg para 63 kg), está entre as melhores da categoria.

Isaquias Queiroz (canoagem C1 1000 m) está no quarto ciclo olímpico e tem focado nos 500 m, embora a prova olímpica seja 1000 m. Ficou fora do Mundial de 2025, mas em 2026 foi campeão de Copa do Mundo. A possibilidade do C2 500 m está aberta, com boa geração de novos talentos.

O vôlei feminino foi bronze no Mundial de 2025 e em Paris 2024, presença constante no pódio. O técnico Zé Roberto busca uma oposta titular, mas a campanha na Liga das Nações foi consistente, mesmo sem Gabi. A derrota das reservas para a Tailândia mostrou que o elenco não é tão profundo.

Rayssa Leal (skate street) é medalhista nas duas últimas Olimpíadas e campeã da Street League de 2025. Lesionada no joelho durante o Mundial de janeiro, voltou com quinto lugar no Circuito Mundial. Aos 18 anos, está entre as melhores, mas enfrenta forte concorrência japonesa.

Luiz Oliveira (boxe até 60 kg), o Bolinha, é vice-campeão mundial e venceu 46 das últimas 50 lutas. Em 2026, foi campeão da etapa do Brasil e vice na China da Copa do Mundo.

A ginástica rítmica (conjunto) é vice-campeã mundial em 2025 e segue entre as melhores, com medalhas em etapas da Copa do Mundo. As séries de 5 bolas e mista estão bem ajustadas. O Mundial de 2026 será em agosto, na Alemanha.

Carol e Rebecca (vôlei de praia) são bronze na Copa do Mundo de 2025 e líderes do ranking mundial. Em 2026, foram campeãs em Brasília, mas ficaram fora do pódio nas duas últimas etapas.

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Daniel Cargnin (judô até 73 kg) é terceiro no ranking, prata no Mundial de 2025 e campeão Pan-Americano em 2026. Quando sem lesões, é medalha quase certa.

No skate park masculino, o Brasil seria favorito ao pódio. Luigi Cini é quarto no ranking, Kalani Konig quinto, Gui Khury sétimo, Luizinho 11º, Dan Sabino 14º e Pedro Barros 16º, todos com medalhas recentes.

Rebeca Lima (boxe até 60 kg) é atual campeã mundial, medalha na etapa do Brasil da Copa do Mundo, mas derrotada na estreia na China. Foi vice-campeã do torneio da Bulgária.

Miguel Hidalgo (triatlo) foi décimo em Paris 2024 e vice-campeão mundial em 2025. Em 2026, não tem sido tão regular, mas ainda é favorito ao pódio.

Yuri Falcão (boxe até 65 kg) evoluiu muito no ciclo. Foi campeão de etapa da Copa do Mundo no Brasil em 2025 e prata no Mundial. Em 2026, campeão no Brasil, mas eliminado na estreia na China.

A equipe de judô ficou em quinto no Mundial de 2025, com boa renovação e nomes como Nauana Silva (70 kg).

Guilherme Caribé (natação 100 m livre) foi quarto no Mundial de 2025 e está bem em 2026. É favorito ao pódio nos 100 m livre e candidato nos 50 m livre e 50 m borboleta.

Candidatos ao pódio

Hugo Calderano (tênis de mesa) foi quarto em Paris 2024, vice-campeão mundial e campeão da Copa do Mundo em 2025. Em 2026, bronze na Copa do Mundo, mas caiu para oitavo no ranking. Ainda é candidato ao pódio.

Marcus D'Almeida (tiro com arco) medalhou nos últimos três Mundiais (prata em 2021, bronze em 2023, prata em 2025). Em 2026, não subiu ao pódio em etapas da Copa do Mundo, mas venceu o Pan-Americano.

Isaias Ribeiro (boxe até 90 kg) é a principal revelação do boxe brasileiro. Prata no Mundial de 2025 e campeão da etapa do Brasil da Copa do Mundo em 2026.

Luana Silva (surfe) foi campeã mundial juvenil em 2025 e está na briga pelo título da WSL em 2026, na quarta posição após seis etapas.

Flavia Saraiva (ginástica artística – trave) é duas vezes finalista olímpica e quarta no Mundial de 2025. Campeã do Troféu Brasil em 2026 com 13,433.

Milena Titoneli (taekwondo até 67 kg) é vice-campeã mundial em 2025, recuperada de problemas recentes. Disputa vaga com Carol Juma e Sandy Macedo.

Ana Satila (canoagem slalom) busca quinta Olimpíada. Bronze no Mundial de 2025 no C1, mas sem pódio em 2026 nas Copas do Mundo.

Shirlen Nascimento (judô até 57 kg) é bronze no Mundial de 2025, sexta no ranking, campeã Pan-Americana e duas vezes bronze em Grand Prix.

Wanderley Pereira (boxe até 80 kg) foi quinto em Paris 2024 e no Mundial 2025, campeão da etapa do Brasil da Copa do Mundo em 2026.

O futebol feminino já está classificado para as Olimpíadas após título da Copa América. Desde a prata em Paris 2024, alterna bons resultados (vitórias sobre Canadá, Inglaterra, EUA) e derrotas (Venezuela, México).

Ana Patricia e Duda (vôlei de praia) são campeãs olímpicas, mas tiveram 2025 irregular com lesões. Quarto lugar no ranking mundial em 2026.

Edival Pontes (taekwondo até 68 kg) é bronze em Paris 2024, vice-campeão mundial em 2025 na categoria até 74 kg (não olímpica). Em 2026, 17º no GP de Roma.

Beatriz Souza (judô acima 78 kg) é campeã olímpica em Paris 2024, mas em 2025 ficou em nono no Mundial e caiu para 15ª no ranking.

Luisa Stefani (tênis – duplas) é medalhista olímpica em 2021 e entrou no top 5 do ranking de duplas após Wimbledon 2026. No circuito, joga com a canadense Gabriela Dabrowski; precisará de parceira brasileira para Los Angeles.

Bruno Lobo (vela – Fórmula Kite) foi sexto no Mundial de 2026 e sétimo em Paris 2024. Lucas Fonseca foi quarto no Mundial, mas menos regular.

Thamela e Vic (vôlei de praia) formaram dupla em 2024, lideraram o ranking mundial em 2025 e são número 2 em 2026.

Leonardo Gonçalves (judô até 100 kg) é líder do ranking mundial, com bronze em Grand Slams e título Pan-Americano.

Tati Weston-Webb (surfe) é vice-campeã olímpica em Paris 2024. Teve filha em janeiro de 2026 e retorna ao Circuito Mundial em 2027, com chances reais de pódio em Los Angeles.

Podem surpreender

Além dos listados, outros atletas podem surpreender: Matheus Lima (400 m com barreiras), revezamento 4x400 m masculino, vários boxeadores (Jucelen Romeu, Viviane Pereira, Bárbara Santos, Kaian Reis), judocas (Clarice Ribeiro, Larissa Pimenta, Nauana Silva, Bia Freitas, Michel Augusto, Willian Lima, Ronald Lima, Rafael Macedo, Guilherme Schimidt, Marcelo Gomes), Gustavo Balaloka (ciclismo), Alexandre Camargo (esgrima), Arthur Nory e Caio Souza (ginástica), handebol masculino e feminino, equipe de hipismo, David Souza (remo costal), João Fonseca (tênis) e vôlei masculino. Projeções mais complexas envolvem o futebol masculino, a campeã olímpica Ana Marcela (focada em atravessar o Canal da Mancha) e o trio da natação que voltou da aposentadoria (Nicholas, João e Etiene). Também é preciso ficar de olho na nova geração do wrestling, levantamento de peso e tiro esportivo.