A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve usar o julgamento que pode condenar Eduardo Bolsonaro para enviar recados sobre a atuação da família Bolsonaro nos Estados Unidos. As críticas devem ser semelhantes às feitas na abertura daquele julgamento, quando o ministro Alexandre de Moraes destacou que não se admitia "qualquer ingerência interna ou externa na independência do Poder Judiciário".
Contexto do julgamento
Eduardo Bolsonaro é acusado de articular sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo do então presidente Donald Trump. O julgamento, que ocorre na Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux, deve reafirmar a independência do Judiciário brasileiro.
A defensoria pública representa Eduardo, que atualmente está fora do Brasil. A expectativa é de que os ministros critiquem a tentativa de interferência externa, assim como fizeram em casos anteriores.
Votação dos ministros
No caso Marielle, a Primeira Turma já havia demonstrado unidade ao votar contra qualquer ingerência. Agora, no julgamento de Eduardo Bolsonaro, espera-se que os ministros sigam a mesma linha, destacando a soberania do Judiciário brasileiro.
O julgamento é visto como um teste para a relação entre o STF e o governo Bolsonaro, especialmente no que diz respeito à atuação internacional da família.



