O senador republicano Lindsey Graham, eleito pela Carolina do Sul, faleceu na noite de sábado (11) aos 71 anos. A informação foi divulgada pelo próprio gabinete do político na rede social X (antigo Twitter). Segundo o comunicado, Graham morreu após uma doença repentina e breve.
Última viagem a Kiev
Na última semana, Graham integrou uma delegação que esteve em Kiev, capital da Ucrânia, onde anunciou novas sanções dos Estados Unidos contra a Rússia. A viagem foi uma de suas últimas atividades públicas.
Carreira política
Graham foi eleito para o Senado dos Estados Unidos em 2002. Conhecido por defender uma política externa voltada para a área de defesa, seu site afirma que ele 'defendeu de forma consistente resultados na Guerra ao Terror que protegessem os interesses de segurança nacional de longo prazo' dos EUA. Recentemente, presidiu a Comissão de Orçamento do Senado e integrou as comissões de Apropriações, Judiciária e de Meio Ambiente e Obras Públicas.
Sua trajetória eleitoral começou em 1992, quando foi eleito deputado estadual após atuar como advogado na Justiça Militar e na Justiça comum. Nascido em uma família de classe média baixa em Central, Carolina do Sul, Graham cresceu ajudando os pais, donos de um bar. Formou-se em Direito antes de ingressar na vida pública.
Projeção nacional e relação com Trump
Sua projeção nacional começou em 1999, quando integrou a comissão da Câmara dos Representantes que aprovou o impeachment do presidente Bill Clinton. No ano seguinte, foi eleito senador e tornou-se aliado de John McCain. Em 2016, tentou a indicação republicana à Presidência, mas foi derrotado por Donald Trump, a quem criticou duramente, chamando-o de 'xenófobo intolerante'.
Após a vitória de Trump, no entanto, Graham mudou de posição e se aproximou do presidente, tornando-se um dos políticos com maior acesso à Casa Branca, segundo o The New York Times. A mudança de aliança foi acompanhada por uma guinada conservadora em temas como imigração.
Contestação eleitoral e posições recentes
Após a derrota de Trump para Joe Biden em 2020, Graham participou de tentativas de contestar o resultado, chegando a telefonar ao responsável pela certificação dos votos na Geórgia. Depois da invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, indicou possível rompimento com Trump, mas logo se reaproximou.
Em 2021, ganhou repercussão no Brasil ao afirmar, sem provas, que milhares de brasileiros cruzavam ilegalmente a fronteira dos EUA usando roupas de grife e bolsas Gucci.
*esta reportagem está em atualização.



