O projeto do salão de baile na Casa Branca, proposto pelo ex-presidente Donald Trump, pode custar cerca de US$ 600 milhões, com mais da metade do valor proveniente de recursos públicos, de acordo com o jornal Washington Post. A estimativa da empreiteira supera em 50% o montante divulgado pelo próprio Trump, que inicialmente apresentou a obra como uma iniciativa privada financiada por doadores.
Detalhes do projeto
O salão de baile não é a única atração do plano. O projeto inclui também um hospital subterrâneo e uma pista para drones, ampliando a complexidade e os custos. A revelação do Washington Post gerou polêmica, pois contraria a narrativa de que a obra seria custeada exclusivamente por doações.
Reações e controvérsias
A oposição ao projeto cresce devido ao uso de verba pública em uma obra que muitos consideram desnecessária e que fere princípios de preservação histórica da Casa Branca. Críticos apontam que o valor poderia ser destinado a áreas mais prioritárias, como saúde e educação. A empreiteira responsável ainda não se pronunciou oficialmente sobre a estimativa.
O governo Trump, por sua vez, defende que o salão de baile trará benefícios econômicos e turísticos, além de modernizar a infraestrutura da residência oficial. No entanto, os números divulgados pelo jornal colocam em dúvida a transparência do projeto.
Impacto financeiro
Se confirmado, o custo de US$ 600 milhões representa um aumento significativo em relação aos valores inicialmente anunciados. Mais da metade desse montante viria dos cofres públicos, o que gerou indignação entre parlamentares e organizações de controle de gastos. A discussão sobre a viabilidade e a legalidade do uso de verbas públicas para a obra deve se intensificar nos próximos meses.
O Washington Post baseou sua reportagem em documentos internos da empreiteira e entrevistas com fontes ligadas ao projeto. Até o momento, a Casa Branca não comentou as novas informações.



