Renan Santos (Missão), pré-candidato à Presidência, cumpre agenda no Rio Grande do Sul desde sexta-feira (26) e deve permanecer no estado até quarta-feira (1º). Nesta terça-feira (30), Santos concedeu entrevistas e criticou o atual pacto federativo, modelo de distribuição de recursos entre estados e União.
Críticas ao pacto federativo
O político afirma que estados mais produtivos enviam mais dinheiro ao governo federal do que recebem de volta. Em entrevista à Rádio Santa Cruz, declarou: "Os maiores inimigos do Brasil são os políticos da região Nordeste. Eles transformam aquela região no inferno e vivem de se apropriar de dinheiro tirado de São Paulo, tirado do Rio de Janeiro, tirado de Minas, tirado do Rio Grande do Sul, do Paraná, de Goiás, e nós temos que reduzir o poder deles." E acrescentou: "É um projeto sobre a redução do dinheiro desses parasitas".
Agenda no RS
Além de Santa Cruz do Sul, Santos passa nesta terça-feira por Candelária e por Cachoeira do Sul, onde fará uma visita à Ponte do Fandango, sobre o Rio Jacuí, durante a tarde.
Propostas de governo
Durante a entrevista, ele falou sobre a campanha presidencial e abordou suas principais propostas, que incluem cortes de gastos, mudanças no pacto federativo e combate ao crime organizado. Segundo ele, seu foco inicial seria um corte "colossal" de gastos públicos para equilibrar as contas do governo. Defendeu revisão de subsídios, mudanças na Previdência e redução de privilégios no setor público. O pré-candidato também disse que o país precisa ampliar a produção nacional de insumos agrícolas, como fertilizantes, para reduzir a dependência de outros países.
Segurança pública
Na área da segurança pública, Santos defendeu medidas mais rigorosas contra facções criminosas. Ele falou que pretende adotar uma legislação específica para integrantes desses grupos, com penas mais severas e redução de garantias legais. "Quero fazer uma reforma gigantesca no Estado brasileiro, quero prender e matar as lideranças do crime organizado", alegou. Para colocar em prática, seria necessária uma mudança na lei brasileira. O artigo 5º da Constituição Federal, em seu inciso 47, diz que a pena de morte não pode ser aplicada, "salvo em caso de guerra declarada". Essa é uma das cláusulas pétreas da Constituição, ou seja, não pode ser modificada por emendas constitucionais.



