PT acusa Flávio Bolsonaro de repetir estratégia golpista do pai
PT acusa Flávio Bolsonaro de repetir estratégia golpista

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, acusou nesta quarta-feira o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, de repetir a estratégia adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022 ao levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro diante de representantes internacionais. Em nota, o dirigente petista afirmou que o partido estuda medidas judiciais contra o parlamentar e classificou como “desinformação” as declarações feitas por Flávio sobre as urnas eletrônicas.

“Flávio Bolsonaro prova que tem a mesma cultura golpista do pai, Jair Bolsonaro, e adota os mesmos métodos utilizados nas eleições de 22. O senador reuniu diplomatas internacionais para questionar as urnas eletrônicas e, por consequência, o sistema eleitoral brasileiro, pelo qual ele foi eleito parlamentar por diversas vezes, bem como seus familiares”, disse em nota.

Ameaça à democracia e atos de 8 de janeiro

Para o presidente do PT, a estratégia de desacreditar o sistema eleitoral representa uma ameaça à democracia e remete aos acontecimentos que culminaram nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. “Sabemos quais são as consequências dessa ofensiva antidemocrática. Como provado na investigação e, posteriormente, no julgamento, da tentativa de golpe de janeiro de 23, tentar descredibilizar as urnas é método contra a nossa democracia. E o resultado pode ser gravíssimo, como a história recente demonstrou”, afirmou.

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O dirigente também disse que “não se pode tolerar a desinformação e as fake news contra o sistema de votação por um pré-candidato à Presidência da República” e informou que o PT avalia quais medidas judiciais poderá adotar em resposta ao episódio. Na nota, o partido reiterou que permanecerá “ao lado da democracia e em defesa das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro, em respeito aos 158 milhões de eleitores”.

Reunião com diplomatas e alegações sobre a Smartmatic

A manifestação ocorre um dia após Flávio Bolsonaro participar de uma reunião com representantes de embaixadas e organismos internacionais, quando afirmou que muitas urnas eletrônicas utilizadas nas eleições brasileiras teriam sido produzidas pela empresa Smartmatic, associando-a ao sistema eleitoral venezuelano e citando uma suposta investigação conduzida nos Estados Unidos.

As declarações repetem alegações já rebatidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte já havia informado anteriormente que a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas nem participa do desenvolvimento dos softwares utilizados nas eleições brasileiras. Segundo o tribunal, todo o projeto, a fabricação e a gestão do sistema eletrônico de votação são conduzidos inteiramente pela própria Justiça Eleitoral.

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