PGE defende pesquisa AtlasIntel sobre caso Master e Flávio Bolsonaro
PGE defende pesquisa sobre caso Master e Flávio Bolsonaro

A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um parecer defendendo a validade de uma pesquisa da AtlasIntel que mediu os efeitos do caso Banco Master sobre a imagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O documento, assinado pelo vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gonet, contraria o entendimento do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, e rejeita os argumentos do Partido Liberal (PL), que alegava que as perguntas da pesquisa induziam respostas negativas contra o parlamentar.

Pesquisa questionada pelo PL

A pesquisa AtlasIntel, registrada no TSE sob o número BR-06168/2026, foi realizada entre os dias 12 e 15 de junho de 2026, com 2.000 eleitores brasileiros. O levantamento perguntou aos entrevistados se eles tinham conhecimento do caso Banco Master, que envolve supostas irregularidades financeiras ligadas a Flávio Bolsonaro, e como isso influenciaria o voto. O PL entrou com uma representação no TSE argumentando que a formulação das questões configurava manipulação eleitoral, pois associava diretamente o nome do senador a um escândalo.

Parecer da PGE: intervenção mínima

No parecer enviado ao TSE, a PGE afirma que a Justiça Eleitoral deve adotar uma postura de intervenção mínima sobre metodologias de pesquisa, cabendo-lhe apenas coibir fraudes evidentes. “Não se verifica, no caso, qualquer indício de manipulação ou indução a respostas que justifique a interferência do Judiciário Eleitoral”, escreveu Gonet. O documento também destaca que as perguntas sobre intenções de voto foram feitas antes das questões sobre o Banco Master, o que, segundo a PGE, afasta a alegação de contaminação das respostas.

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Contrariedade a Nunes Marques

O parecer da PGE contraria a posição do ministro Kassio Nunes Marques, que havia determinado, em 19 de maio de 2026, a suspensão da divulgação de pesquisas que abordassem o caso Master em relação a Flávio Bolsonaro, sob o argumento de que poderiam gerar desinformação. A decisão de Nunes Marques foi tomada em caráter liminar, mas agora a PGE defende que a pesquisa AtlasIntel não apresenta irregularidades.

Impacto político

A pesquisa AtlasIntel mostrou que 62% dos eleitores entrevistados afirmaram que o caso Banco Master reduziria a probabilidade de votar em Flávio Bolsonaro. O levantamento também indicou que 48% dos eleitores consideram o caso grave. O PL, partido de Flávio Bolsonaro, tentou barrar a divulgação dos dados, mas a PGE reforçou que a liberdade de pesquisa é essencial para o processo democrático. O caso agora aguarda julgamento definitivo pelo plenário do TSE.

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