Em 2005, Lionel Messi ainda não era o maior jogador de futebol do mundo. Tinha 18 anos, jogava no Barcelona com a camisa 30 e não estava confirmado na Copa do Mundo da Alemanha. Foi nesse contexto que um publicitário argentino, Nicolás Ferrario Marín, pagou um cachorro-quente para o jovem craque em Rosario. A história, mantida em segredo por mais de 20 anos, foi revelada em um texto emocionante publicado em junho de 2026.
O encontro no posto de gasolina
Nicolás trabalhava em uma agência de publicidade e foi escalado para convencer o pai de Messi, Jorge, a permitir que o filho estrelasse um comercial da MasterCard para a Copa do Mundo. O orçamento era curto, e a equipe viajou de Buenos Aires a Rosario em uma caminhonete alugada. O encontro ocorreu em um posto da YPF na entrada da cidade. “Uma mesa de fórmica, um café morno, cheiro de desinfetante de piso”, descreve Nicolás. Jorge Messi entregou a ele dois DVDs com gravações caseiras de Lionel desde os três anos.
O dia da filmagem
A equipe foi até a casa da família Messi, no bairro Las Heras. Lionel havia acabado de almoçar um churrasco com amigos. Vestia camisa da Argentina, bermuda da AFA e chuteiras Nike. Foram ao Monumento à Bandeira para filmar. O diretor percebeu que Messi usava uma camisa da Adidas, concorrente do patrocinador. A mãe, Celia, sugeriu buscar outras camisas em casa. Enquanto isso, Messi e Nicolás ficaram sozinhos no Monumento.
O cachorro-quente
Era dezembro, fazia calor, e Messi estava com fome. Nicolás perguntou se ele gostava de cachorro-quente. Messi disse que sim, mas não tinha dinheiro. “Eu pago”, disse o publicitário. Foram a uma barraquinha na orla. Messi pediu apenas mostarda. Nicolás pagou com moedas. “Foi o melhor investimento da minha vida”, afirma. Enquanto comiam, conversaram sobre futebol, rivalidades e camisas. Messi falou de Ronaldinho, Eto'o e Deco com naturalidade.
A promessa
Antes de se despedirem, Nicolás brincou: “No dia em que você ganhar a Copa do Mundo, vou contar para todo mundo que paguei um cachorro-quente para você”. Messi riu e respondeu: “Beleza”. O comercial foi ao ar com a frase: “Que exista esperança depois de Diego: não tem preço”. Messi foi convocado para a Copa e, anos depois, conquistou o título mundial no Catar em 2022.
O legado
Nicolás guardou as fotos e os DVDs. A camisa autografada deu aos pais, a bandeira a um amigo. “A história não é extraordinária, mas tem alma de promessa”, escreve. “Toda vez que vejo Messi levantar a Copa, lembro das tipas chorando, do calor de dezembro e da mostarda no canto da boca.”



