Operação contra Wagner muda postura de Flávio Bolsonaro no caso Master
Operação contra Wagner altera postura de Flávio Bolsonaro

A operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) mudou radicalmente a postura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso Banco Master. Antes na defensiva e isolado na crise envolvendo a instituição financeira de Daniel Vorcaro, Flávio agora parte para o ataque, usando a investigação contra o petista para desviar o foco e associar o escândalo ao Partido dos Trabalhadores.

Mudança de estratégia

Segundo interlocutores do entorno do senador fluminense, ele deixou de carregar sozinho o desgaste político gerado pelo caso Master. Com a operação da PF contra Wagner, Flávio enxergou uma oportunidade de reposicionamento. Agora, ele reforça publicamente a defesa de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o banco, mesmo sabendo da forte resistência no Senado.

Antes da operação, Flávio Bolsonaro era o principal alvo de críticas da oposição e da imprensa, que apontavam supostas ligações entre ele e o banco. A situação mudou drasticamente: o senador passou a usar as redes sociais e discursos no plenário para questionar as relações do PT com o Banco Master e pedir transparência.

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Alívio temporário

A operação contra Wagner trouxe um alívio momentâneo para Flávio, mas o senador ainda enfrenta desafios na corrida presidencial. Analistas políticos avaliam que a trégua pode ser temporária, já que novas revelações sobre o caso podem surgir. Enquanto isso, Flávio tenta capitalizar politicamente, apresentando-se como vítima de uma perseguição seletiva.

O caso Banco Master continua sendo um ponto sensível na trajetória do senador, que busca se consolidar como nome da direita para 2026. A operação contra Wagner, no entanto, deu a ele um novo fôlego e uma narrativa para contra-atacar.

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