O novo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil não deve ser interpretado apenas como um atrito entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. Na verdade, ele faz parte de uma estratégia mais ampla de reorganização do comércio internacional, na qual o poder nacional prevalece sobre as regras multilaterais.
Competição entre EUA e China redefine relações globais
A competição comercial entre Estados Unidos e China está redefinindo as relações globais, expondo a vulnerabilidade do Brasil. O país depende fortemente do comércio com a China e dos sistemas tecnológicos e financeiros dos EUA, o que representa um risco estratégico.
O verdadeiro objetivo do tarifaço
Segundo analistas, o objetivo não pode ser apenas exportar mais, mas usar a integração comercial para elevar a produtividade da economia brasileira. O foco deve estar em inovação tecnológica e diversificação de mercados, transformando o comércio exterior em um motor de resiliência.
“O mais importante sobre o novo tarifaço não é a tarifa em si, mas o que ela representa: a necessidade de o Brasil repensar seu modelo de inserção internacional”, afirma um especialista ouvido pela coluna.
Desafio para o Brasil
O Brasil precisa reduzir sua dependência de poucos parceiros comerciais e investir em setores de alto valor agregado. Apenas assim conseguirá transformar o comércio exterior em uma ferramenta de crescimento sustentável e de aumento da produtividade interna.



