O Republicanos negou neste domingo (12) que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República e negociado a indicação do presidente do partido, Marcos Pereira, ao Supremo Tribunal Federal (STF) como condição para endossar a campanha do pré-candidato. Em nota oficial divulgada pela sigla e publicada por Pereira nas redes sociais, a legenda afirma que o último contato do presidente do partido com Flávio ocorreu há mais de um mês e que as conversas foram inconclusivas.
Nota oficial do Republicanos
“O Republicanos nega que tenha fechado apoio a Flávio Bolsonaro para a Presidência da República. Nega também que tenha negociado a indicação do presidente Marcos Pereira ao STF como condição para o apoio”, diz a nota. O partido classificou a reportagem como “absolutamente inverídica sob todos os aspectos”.
Segundo o Republicanos, uma pesquisa encomendada pela sigla junto às suas bases mostra que seus eleitores têm um “sentimento de frustração” com a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. “Pelas sondagens iniciais, o presidente Marcos Pereira detectou, preliminarmente, um sentimento de frustração à pré-candidatura de Flávio e uma indicação de preferência pela neutralidade nestas eleições”, informa a nota.
Consulta às bases e decisão futura
O partido iniciou consultas às suas bases — bancadas, executivas estaduais e apoiadores — para capturar a preferência dos filiados. Na última sexta-feira, em São Paulo, uma pesquisa encomendada pelo Republicanos foi apresentada para parte da bancada paulista. O registro da reunião foi divulgado nas redes sociais.
Na nota, o partido descarta “completamente” o apoio a Lula e afirma que os rumos do Republicanos serão definidos na Convenção Nacional da legenda, que será realizada em Brasília. “O apoio a Lula está completamente descartado. Outras reuniões semelhantes à de São Paulo ocorrerão ao longo do mês. A decisão final dos rumos do Republicanos será tomada em Convenção Nacional”, conclui a nota.
Contexto político
Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, é pré-candidato à Presidência pelo PL. A negociação com o Republicanos era vista como estratégica para ampliar a base de apoio. No entanto, a negativa pública do partido indica uma fragmentação no campo conservador, com parte dos eleitores demonstrando insatisfação com a candidatura de Flávio.
O Republicanos, que integra a base do governo Lula em algumas esferas, busca manter neutralidade no pleito presidencial, segundo as sondagens iniciais. A decisão final caberá à Convenção Nacional, prevista para ocorrer nos próximos meses.



