Os contratos de mini-índice com vencimento em junho (WINM26) encerraram a última sessão, em 5 de junho, com queda de 0,71%, aos 169.520 pontos. O movimento negativo acompanhou a trajetória do Ibovespa em um pregão marcado pela aversão ao risco global, após o payroll dos Estados Unidos superar as expectativas. O dado reforçou a percepção de uma economia americana resiliente, aumentando as dúvidas sobre possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve. Com isso, as bolsas de Wall Street recuaram, enquanto o dólar e os juros ganharam força nos mercados internacionais.
No Brasil, a pressão foi intensificada pela saída de capital estrangeiro e pela queda de ações de peso, como Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), que pressionaram o índice. Para o trader de mini-índice, o foco permanece na trajetória dos juros americanos, no fluxo estrangeiro e no cenário geopolítico, fatores que continuam sustentando a volatilidade e influenciando a direção dos mercados.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observa-se que o mini-índice segue pressionado e encerrou a última sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando a predominância do fluxo vendedor. Para que o movimento de baixa tenha continuidade, será necessária a perda da região de suporte em 169.075/168.870 pontos. Caso isso ocorra, o contrato poderá acelerar as vendas em direção a 168.485/168.145 pontos. Em um cenário de maior pressão, os próximos alvos passam a ser 167.720/167.180 pontos.
Por outro lado, diante do movimento já bastante esticado, não se descarta a possibilidade de um repique técnico. Para isso, será necessária a entrada de fluxo comprador capaz de superar a resistência em 169.630/170.185 pontos. Acima dessa faixa, o índice poderá buscar 170.470/171.200 pontos, com alvo mais amplo em 171.675/172.280 pontos.
Análise do gráfico diário
No gráfico diário, observa-se uma estrutura claramente baixista. O mini-índice permanece negociando abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo o cenário desfavorável para os compradores. A tendência principal continua sendo de baixa, mas alguns sinais chamam atenção. O IFR (14) recuou para 28,03 pontos, entrando na região de sobrevenda. Historicamente, esse comportamento costuma aumentar a probabilidade de repiques técnicos, especialmente após movimentos tão intensos de queda.
Ainda assim, esses movimentos são considerados correções dentro de uma tendência principal negativa. Para uma melhora mais consistente do cenário, será necessário superar a região de resistência em 171.675/175.020 pontos, abrindo espaço para avanços em direção a 177.990/180.385 pontos. Pelo lado vendedor, a perda de 169.075/168.870 pontos pode acelerar as quedas rumo a 166.275/165.170 pontos.
Análise do gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário segue fragilizado. O mini-índice encerrou a sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém o viés negativo para os próximos pregões. Para continuidade da pressão vendedora, a região de suporte em 169.075/168.870 pontos é monitorada. Caso esse intervalo seja rompido, o mercado poderá buscar inicialmente 167.620/166.840 pontos. Em um movimento mais intenso de queda, os próximos objetivos ficam em 165.810/165.170 pontos.
Por outro lado, uma recuperação dependerá da entrada de volume comprador capaz de superar a resistência em 170.470/171.675 pontos. Se esse rompimento ocorrer, o contrato poderá avançar até 173.070/174.650 pontos. Em um cenário mais otimista, os próximos alvos passam a ser 175.855/176.325 pontos.
Fonte: Nelogica. Gráficos elaborados por Rodrigo Paz, analista técnico.



