A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto enfrenta nova crise com o afastamento público de Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, que passou a ser vista como alternativa da direita para as eleições de 2026. Em carta publicada no Fórum dos Leitores do Estadão, o leitor Júlio R. A. Brisola, de São Paulo, aponta que a discussão entre Michelle e Flávio implode de vez a intenção do deputado de ocupar o Palácio da Alvorada. Pesquisas eleitorais recentes mostram o atual presidente à frente, e, se Flávio insistir na disputa, Lula pode vencê-lo com folga já no primeiro turno.
Roupa suja em público
A família Bolsonaro continua expondo divergências publicamente. Enquanto um dos filhos apoia intervenção dos EUA com tarifaço, outro abandona o Rio de Janeiro para tentar o Senado por Santa Catarina. Agora, Michelle Bolsonaro se colocou contra o apoio a Ciro Gomes no Ceará, gerando embate com o enteado. Ela afirma ter sido humilhada e destratada. O ex-presidente Jair Bolsonaro também aparece na crise, tendo corrido o risco de perder a prisão domiciliar por manter um revólver 9mm em casa. Para o leitor Sérgio Dafré, de Jundiaí, a desunião da direita contrasta com a coesão da esquerda, que sacrificou Jaques Wagner para blindar Lula do escândalo do Banco Master.
Escândalo do Banco Master e queda de Jaques Wagner
A queda de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado expõe a mecânica fria do poder, segundo o leitor Afonso Gallo Casanova, de Rio Claro. Fala-se de uma ligação, ainda não comprovada, com o Banco Master, mas o fato é que a reputação se derrete, restando apenas o risco de contaminação. No pragmatismo do sistema, quem não entrega deixa de ser útil. O leitor Omar El Seoud, de São Paulo, critica o uso de tempo para analisar o desentendimento entre Michelle e Flávio, sugerindo foco em melhorias no ensino público, competitividade industrial e combate à corrupção, como no caso do Banco Master, que atingiu políticos de esquerda e direita.
Maioridade penal em debate
A redução da maioridade penal é uma medida imediatista que será um tiro pela culatra, afirma o leitor Carlos Roberto Teixeira Netto, do Rio de Janeiro. Embora atenda ao clamor popular, a medida ataca consequências e ignora causas. Colocar adolescentes no falido sistema prisional só criará aprendizes de alta periculosidade. O foco deveria ser educação em tempo integral, melhoria social, apoio familiar e punição severa para adultos que aliciam menores. A redução da maioridade é uma ilusão que retroalimenta a violência, especialmente num país com milhares de homicídios por ano e baixa taxa de condenação.
Lula e as meias-verdades
O leitor Luciano Harary, de São Paulo, comenta a resposta de Lula à diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, durante a cúpula do G-7. Ao ser confrontado com a observação de que todos esperavam que ele fosse um esquerdista e não foi, Lula respondeu: “Mas eu nunca fui esquerdista”. Harary reconhece que Lula foi forjado no sindicalismo, mas desde o início cercou-se de elementos fortemente enraizados na doutrina marxista e socialista. O presidente, conclui, é exímio em contar meias-verdades.
Oriente Médio e guerra
A leitora Iria de Sá Dodde, de São Paulo, questiona a possibilidade de os EUA liberarem US$ 100 bilhões do Irã e criarem um fundo de US$ 300 bilhões para reconstruir o país, enquanto o que o Irã destruiu em outros países não é pago. Ela sugere ironicamente que Lula declare guerra aos EUA, pois o Judiciário e o Legislativo já arrasaram o País.
Vini Jr. e Neymar na seleção
O leitor J. S. Vogel Decol, de São Paulo, destaca que dos sete gols marcados pela seleção brasileira na Copa, cinco tiveram participação de Vini Jr., autor de quatro gols. Após o show contra a Escócia, com três gols (um anulado), o camisa 7 se tornou o único protagonista de destaque. Já José Antonio Braz Sola, também de São Paulo, defende Neymar, afirmando que a mídia esportiva, majoritariamente de esquerda, passou a persegui-lo desde que declarou voto em Jair Bolsonaro em 2022. Neymar não pode errar nem se contundir, e é o único fora de série que o Brasil tem.
Copa do Mundo e matemática
Patricia Porto da Silva, do Rio de Janeiro, celebra a Copa como um momento de alívio em meio a guerras, onde o futebol promove união simbólica. Adilson Roberto Gonçalves, de Campinas, critica a dificuldade de muitos em fazer contas simples no dia a dia, mas que na Copa todos entendem a matemática da classificação. Ele defende que professores usem o futebol para ensinar, mas ainda perdem de goleada para a ignorância.
Mercado imobiliário e especulação
Domingos Fernando Refinetti, de São Paulo, critica a deterioração urbanística causada pela volúpia imobiliária na capital paulista. Edifícios cada vez mais altos assolam bairros sem plano urbanístico, com infraestrutura viária estagnada. A especulação imobiliária grassa com apoio da legislatura e da Prefeitura, e ele cobra um choque de realismo, lembrando Prestes Maia e Faria Lima.
Escola do futuro
Gabriele Di Giulio, de São Roque, reflete sobre as reportagens do Estadão sobre educação integral e escola como hub de saberes. Ele defende que a inovação deve caminhar com a construção sólida do conhecimento. Informação e conhecimento não são sinônimos; a tecnologia não substitui a capacidade humana de compreender e refletir. O professor é indispensável, e as políticas públicas precisam ser consistentes. O grande desafio é integrar conteúdos, competências, tecnologia e professor, colocando a aprendizagem no centro.



