Em entrevista exclusiva, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, revelou que a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotará uma estratégia de múltiplos palanques em diversos estados para aproximar partidos de centro. O objetivo é corrigir um dos principais erros do primeiro mandato: a falta de consolidação de uma maioria sólida no Congresso Nacional.
Estratégia de alianças locais
Segundo Dias, que integrará a coordenação da campanha, a aproximação com o centro se dará por meio de alianças nos governos estaduais. “Vamos ter mais de um palanque em vários estados. Isso permite que diferentes partidos se sintam representados e fortalece a base de apoio”, explicou. O ministro destacou que a experiência de 2023 a 2026 mostrou a necessidade de uma base parlamentar mais ampla para garantir governabilidade.
Diálogo com o Congresso
Wellington Dias também defendeu o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a recondução de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). “Precisamos de interlocutores que entendam a dinâmica política e possam construir pontes”, afirmou. O ministro criticou a atuação do senador Flávio Bolsonaro e a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organização terrorista, considerando a medida um exagero.
Correção de rumos
Para Dias, o primeiro mandato de Lula foi marcado por avanços sociais, mas a falta de maioria no Congresso dificultou a aprovação de pautas importantes. “Aprendemos que é preciso construir maiorias desde o início. Agora, com a experiência adquirida, vamos buscar alianças mais amplas e duradouras”, concluiu.



