O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, neste sábado (20), da convenção nacional do PDT em Brasília, onde recebeu o apoio formal do partido para sua candidatura à reeleição. O evento foi marcado por críticas contundentes ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e ao bolsonarismo, com Lula afirmando que 'a política apodreceu' e que o Brasil não aceitará imposições externas.
Defesa da soberania nacional
Em seu discurso, Lula enfatizou a independência do Brasil em relação a potências estrangeiras. 'Aqui ninguém diz o que nós vamos fazer. Nós somos um país soberano e vamos decidir nosso destino', declarou o petista, em referência indireta a Trump e a setores da direita brasileira. O presidente também criticou a polarização política e a ascensão de figuras autoritárias, mencionando a família Bolsonaro como alternativa ao poder.
O presidente do PDT, Carlos Lupi, destacou a importância da aliança e classificou Lula como um 'antídoto' contra o trumpismo. 'Lula representa a democracia, a inclusão social e a soberania. Enquanto Trump prega o ódio e o isolacionismo, Lula constrói pontes', afirmou Lupi durante o evento.
Articulação política para 2026
O apoio do PDT é estratégico para a campanha de Lula, que busca consolidar uma frente ampla de partidos de esquerda e centro-esquerda. O PT já articula alianças com PSB, PCdoB e PV, enquanto o centrão permanece neutro até o momento. Segundo analistas políticos, a adesão do PDT pode ajudar a neutralizar o discurso antipetista e ampliar a base eleitoral no Nordeste e em estados-chave.
O evento também serviu para Lula reforçar críticas ao governo anterior e à gestão econômica de Jair Bolsonaro. 'A política apodreceu quando deixaram de lado o interesse público e passaram a servir a interesses privados', disse Lula, sem citar nomes. O presidente prometeu dar continuidade a programas sociais e retomar obras paradas.
Reações e próximos passos
O apoio do PDT foi bem recebido por aliados, mas gerou reações entre adversários. O partido de Bolsonaro criticou a aliança, classificando-a como 'retrocesso'. Nas redes sociais, apoiadores de Lula comemoraram o movimento, enquanto opositores questionaram a viabilidade da coligação.
A convenção do PDT também aprovou a candidatura de Lupi ao Senado pelo Rio de Janeiro. O partido deve formalizar o apoio a Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nos próximos dias. Com a aliança, a campanha petista espera ganhar fôlego para as eleições de outubro, que prometem ser acirradas.



