Na novela 'Quem ama cuida', a vilã Pilar (Isabel Teixeira) consegue tirar Tiago (Gui Ferraz) da presidência da joalheria após a morte de Arthur (Antonio Fagundes). A megera influencia os acionistas a convocarem uma votação para eleger um novo administrador, nomeando a filha Ingrid (Agatha Moreira) como nova CEO.
Reação de Tiago à perda do cargo
O intérprete de Tiago, Gui Ferraz, de 35 anos, encara a queda do personagem como uma virada na trama. 'A joalheria é a base dele. Quando Tiago vê que isso pode estar em xeque, sente tudo como um golpe, uma trairagem. Ele tem a certeza de que é o mais preparado para cuidar e fazer aquele lugar crescer, mas se sente traído principalmente pela prima', avalia o ator.
Com tamanha decepção, o rapaz fica revoltado e se entrega à bebida. 'É como se fosse uma avalanche. Quando Tiago perde a presidência, é como se perdesse o chão ou um membro do corpo. Ele fica muito mal, na fossa. Começa a beber, responder à mãe. E, a partir daí, também passa a enxergar a manipulação de Silvana', adianta Gui.
Humilhação por amor
Além de perder o prumo com a família, Tiago vai se rastejar por Bruna (Nanda Marques), por quem é apaixonado. Ele pede à jovem que se separe de Pedro (Chay Suede) e fique com ele, numa situação desesperadora. Gui destaca que jamais viveu situação parecida na vida real.
'Nunca me humilhei por mulher alguma. Quando se tem amor-próprio, você também respeita as vontades da outra pessoa. Se ela fala que não quer, a primeira coisa que faço é deixar pra lá. Vou viver minha vida. Vai doer, mas não vou me humilhar como o Tiago faz', compara o ator, que já foi casado por sete anos e, atualmente, diz estar 'pleno', sem revelar o status de relacionamento.
'Acredito no amor. Sou muito romântico. Acho que posso me casar novamente. Mas no momento não penso nisso. Meu maior foco agora está no trabalho e em conseguir trazer minhas filhas (Alika, de 8 anos, e Jade, de 6) para perto, já que elas moram em Goiânia (com a mãe). Mas meu coração está aberto', afirma.
Reflexões sobre ambição e dinheiro
Numa trama em que se fala tanto de poder e dinheiro, Gui reflete sobre esses temas. O ator vê como positivo ter ambição na medida certa, recordando o tempo que passou perrengue na adolescência e na pandemia, quando ficou quatro anos sem trabalho.
'Eu me acho bastante ambicioso, mas respeito os limites. É importante a gente ter ambição na vida para conquistar os objetivos que a gente tem. Se não tiver ambição de conquistar o que se está almejando, não dá pra conseguir ter progresso e sucesso na vida', diz.
Sobre a relação com dinheiro: 'Dependendo do momento em que a gente está, fica um tempo sem trabalhar. Aí quando vem o trabalho, você acerta as contas que estavam penduradas. Não posso negar que, no momento, estou conseguindo me organizar. Daqui para frente, as coisas vão ficar cada vez melhores. Estou me encaminhando para uma emancipação financeira'.
Trajetória antes da fama
Antes de ser ator, Gui Ferraz entregou panfletos aos 17 anos. 'Pagavam de R$ 25 a R$ 30 a diária para panfletar, mas também só durei um dia porque eu pensei: isso não é para mim. Também já joguei bola, mas não ganhava dinheiro com isso', recorda.
O primeiro trabalho com carteira assinada foi em 'Malhação: conectados', em 2010. Antes, ele fez uma propaganda para a Petrobras em 2009, mas o primeiro bom cachê veio numa propaganda de guaraná, também na época.



