A confirmação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos gerou um embate direto entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, ambos usando o tema como estratégia eleitoral. O enfrentamento é visto como uma prévia do debate que será travado até outubro, quando ocorrerá o primeiro turno das eleições presidenciais.
Lula culpa Bolsonaro e ataca 'falsos patriotas'
Lula responsabilizou a família Bolsonaro pela imposição das tarifas, chamando-os de “falsos patriotas”. Em discurso, afirmou que o governo anterior negociou de forma prejudicial ao Brasil, resultando na medida protecionista dos EUA. A declaração busca associar a oposição a um prejuízo econômico real, explorando o sentimento nacionalista do eleitorado.
Uma pesquisa recente mostrou que 51% dos eleitores concordam com a posição de Lula, o que refletiu em um aumento da intenção de voto no petista. Esse dado é usado pela campanha para justificar a estratégia de ataque direto ao principal adversário.
Flávio Bolsonaro atribui tarifa ao governo petista
Por outro lado, Flávio Bolsonaro atribui a responsabilidade ao governo Lula, argumentando que a política externa adotada pelo PT afastou os EUA e gerou retaliações comerciais. O senador tem repetido que, se eleito, reverterá a tarifa e restabelecerá relações comerciais favoráveis ao Brasil.
No entanto, a mesma pesquisa indica que a intenção de voto em Flávio sofreu queda após o anúncio da tarifa. A campanha bolsonarista tenta reverter o quadro com uma forte presença nas redes sociais e discursos de defesa da soberania nacional.
Polarização domina pré-campanha
Outros pré-candidatos criticam a polarização entre Lula e Flávio, mas reconhecem que o tema das tarifas dos EUA domina o debate eleitoral. Analistas apontam que a economia e as relações internacionais serão os principais temas da disputa até outubro.
O governo brasileiro busca negociar com Washington para evitar a aplicação da tarifa, mas sem sucesso até o momento. A medida deve impactar setores como siderurgia, calçados e suco de laranja, que dependem do mercado americano.



