Lula define chapa em SP: reunião com Haddad e França para governo e Senado
Lula define chapa em SP: reunião com Haddad e França

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir nos próximos dias com os ex-ministros Fernando Haddad e Márcio França para definir a composição da chapa que disputará o governo de São Paulo e uma vaga no Senado nas eleições de 2026. O encontro, que também pode incluir as ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva, tem como objetivo alinhar as forças da base aliada para enfrentar o grupo do atual governador Tarcísio de Freitas.

Estratégia para o governo paulista

Segundo fontes do Palácio do Planalto, a reunião ocorrerá na próxima semana, em Brasília. Lula quer ouvir pessoalmente os pré-candidatos e definir a chapa que considere mais competitiva. Márcio França, que foi ministro da Previdência e dos Portos e Aeroportos, é um dos nomes fortes para encabeçar a chapa ao governo. Ele tem base eleitoral na Baixada Santista e é visto como capaz de atrair votos do centro político.

Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Fazenda, também é cotado, mas sua atuação no governo federal pode dificultar uma candidatura. O PT, partido de Haddad, rejeita a ideia de França como candidato único, defendendo que Haddad seja o nome da esquerda. Apesar disso, Lula busca uma solução de consenso.

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Disputa pelo Senado

Para o Senado, os nomes de Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede) são os mais cotados. Ambas têm forte apelo nacional e podem fortalecer a chapa. Tebet, ex-ministra do Planejamento, é vista como um nome de centro, enquanto Marina, ex-ministra do Meio Ambiente, atrai o eleitorado ambientalista. A definição da vaga ao Senado é crucial para ampliar a base de apoio no estado.

Internamente, há divergências. Parte do PT defende que Haddad seja o candidato ao Senado, abrindo espaço para França no governo. Outros setores preferem que França dispute o Senado, deixando Haddad livre para uma eventual candidatura presidencial futura. Lula, no entanto, quer evitar rachas e garantir uma chapa unida.

Impacto na eleição paulista

A eleição em São Paulo é considerada estratégica para o governo federal. Tarcísio de Freitas, atual governador e aliado de Jair Bolsonaro, é favorito, mas acredita-se que uma chapa forte da base de Lula pode forçar um segundo turno. França, em especial, é visto como capaz de crescer nas regiões metropolitanas e no interior.

Segundo analistas políticos, a definição da chapa deve ocorrer até agosto, antes do prazo das convenções partidárias. Lula quer aproveitar a alta popularidade de seu governo para impulsionar os candidatos. A reunião com Haddad e França é o primeiro passo concreto para selar o acordo.

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