Influenciadores se tornam empresários e lidam com reforma tributária
Influenciadores viram empresários e encaram reforma tributária

O mercado de influência no Brasil vive uma nova fase, com criadores de conteúdo migrando para o mundo empresarial. Personalidades como Virgínia Fonseca, Bianca Andrade e Mari Maria agora gerenciam marcas próprias e contratos de licenciamento, movimentando faturamento milionário. Segundo Lucas Congo, especialista no setor, esses influenciadores passam a olhar com mais atenção para temas antes restritos ao universo corporativo, como a reforma tributária e o split payment.

Expansão para além das redes sociais

O fenômeno não se limita a posts patrocinados. Influenciadores estão criando empresas de cosméticos, moda e até alimentos. Bianca Andrade, por exemplo, fundou a Boca Rosa Beauty, enquanto Virgínia Fonseca lançou a marca de maquiagem WePink. Mari Maria também possui sua linha de produtos. Esses negócios geram receitas expressivas e empregos, mas exigem conhecimento em gestão financeira e tributária.

Reforma tributária e impactos no setor

A reforma tributária em discussão no Congresso afeta diretamente esses novos empresários. Muitos optam pelo Simples Nacional, regime que pode sofrer alterações. O split payment, mecanismo que divide o pagamento de tributos no momento da transação, é outro ponto de atenção. Segundo Congo, os influenciadores precisam se adaptar a essas novas dinâmicas para evitar problemas fiscais.

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Dados do setor indicam que o mercado de influência movimenta bilhões de reais anualmente. Com a profissionalização, a tendência é que mais criadores busquem assessoria jurídica e contábil. A reforma tributária, se aprovada, pode simplificar ou complicar a vida desses empresários, dependendo da redação final.

Desafios e oportunidades

Além da burocracia, os influenciadores enfrentam o desafio de manter a autenticidade enquanto gerenciam negócios. A exposição nas redes sociais exige transparência, especialmente em relação a parcerias e produtos. Por outro lado, a base de seguidores fiel pode ser convertida em clientes, gerando vantagem competitiva.

O futuro do mercado de influência, segundo analistas, será cada vez mais híbrido, combinando conteúdo digital com operações empresariais sólidas. A reforma tributária será um teste para a maturidade desse setor.

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