Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta terça-feira revela que o ex-governador Flávio Dino (PSB) é o pré-candidato à Presidência com maior rejeição entre os eleitores brasileiros: 57% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele de jeito nenhum. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em segundo lugar, com 50% de rejeição. Já o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 44% de rejeição, mas lidera em aprovação, com 39% dos votos.
Metodologia da pesquisa
O levantamento foi realizado pelo instituto Genial/Quaest entre os dias 10 e 14 de julho, com 2.000 eleitores em 120 municípios brasileiros. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00819/2026.
Rejeição e aprovação dos pré-candidatos
Além de Flávio Dino e Lula, outros pré-candidatos também foram avaliados. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem rejeição de 38% e aprovação de 24%. A senadora Simone Tebet (MDB) registra 36% de rejeição e 18% de aprovação. O ex-ministro Sergio Moro (União Brasil) aparece com 45% de rejeição e 12% de aprovação.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, "a rejeição a Flávio Dino é a maior já registrada pelo instituto para um pré-candidato desde o início da série histórica, em 2018". Ele atribui o índice ao desconhecimento do eleitorado sobre o ex-governador e à associação com o governo Lula.
Cenário eleitoral para 2026
No cenário estimulado para o primeiro turno, Lula aparece com 34% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro com 31%, Flávio Dino com 9%, Tarcísio de Freitas com 6%, Simone Tebet com 4% e Sergio Moro com 3%. Brancos e nulos somam 8%, e 5% não sabem ou não responderam.
Em um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro, o petista venceria por 44% a 39%, com 10% de brancos/nulos e 7% de indecisos. Já em um confronto entre Bolsonaro e Flávio Dino, o ex-presidente teria 43% contra 31% do ex-governador.
Avaliação do governo Lula
A pesquisa também avaliou a aprovação do governo Lula. Atualmente, 38% dos entrevistados aprovam a gestão do presidente, enquanto 36% desaprovam. Outros 26% consideram o governo regular. Em junho, a aprovação era de 40% e a desaprovação de 34%, indicando uma leve piora na avaliação.
Para o cientista político e professor da USP, José Álvaro Moisés, "os números mostram um eleitorado dividido e uma disputa acirrada para 2026. A alta rejeição a Lula e a Flávio Dino pode beneficiar Bolsonaro, que, embora também tenha rejeição elevada, possui uma base mais fiel".



