Em reunião com representantes do mercado financeiro, Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo do PT, defendeu o aumento do salário mínimo e a implementação de controle de capital. As propostas foram apresentadas como parte das diretrizes econômicas do partido para um eventual novo governo, mas geraram críticas entre os agentes financeiros presentes.
Propostas de Gabrielli geram reações negativas
Gabrielli argumentou que a valorização do salário mínimo é essencial para estimular o consumo interno e reduzir a desigualdade social. Quanto ao controle de capital, ele defendeu a medida como forma de proteger a economia brasileira de volatilidades externas e evitar a fuga de divisas.
No entanto, os participantes da reunião manifestaram preocupação com o impacto dessas políticas sobre a inflação, o câmbio e a confiança dos investidores. Um dos presentes, que preferiu não se identificar, afirmou que as ideias são "intervencionistas e podem afastar o capital estrangeiro".
Contexto das declarações
As declarações ocorrem em um momento de debate sobre o rumo da política econômica brasileira, com o PT buscando consolidar sua plataforma para as próximas eleições. Gabrielli, que foi presidente da Petrobras, é uma das vozes mais influentes na formulação do programa petista.
O mercado financeiro reage com cautela a propostas que envolvem maior intervenção estatal, especialmente após o período de controle de capitais adotado em governos anteriores do PT, que gerou críticas de organismos internacionais e investidores.



