Flávio vende ilusão ao prometer celulares, diz Renan
Flávio vende ilusão ao prometer celulares, diz Renan

O senador Renan Santos (MDB-AL) afirmou nesta quinta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), estão 'vendendo ilusão' ao prometer distribuir celulares gratuitos para a população brasileira. A declaração foi feita durante sessão no Senado, em resposta à proposta apresentada por Flávio na véspera.

Crítica à viabilidade fiscal

Renan argumentou que a medida, embora popular, não encontra respaldo nas contas públicas. 'Não há mágica fiscal. Prometer celular para todo mundo sem dizer de onde virá o recurso é enganar o eleitor', disse o senador. Ele citou estimativas de que o programa custaria cerca de R$ 50 bilhões aos cofres públicos, valor equivalente ao orçamento de todo o programa Bolsa Família.

Detalhes da proposta de Flávio

Flávio Bolsonaro apresentou na quarta-feira um projeto de lei que prevê a distribuição de um smartphone por família cadastrada no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico). A justificativa seria ampliar o acesso à internet e reduzir a desigualdade digital. No entanto, Renan questionou a prioridade: 'Com a saúde e a educação precárias, o que o Brasil precisa é de celular de graça?'

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Dados do IBGE mostram que 92% dos lares brasileiros já possuem telefone celular, mas a qualidade do acesso à internet ainda é desigual. Para Renan, a proposta ignora problemas estruturais. 'É uma cortina de fumaça para desviar o foco da falta de propostas concretas para emprego e renda', completou.

Reação de Flávio e base governista

Em resposta, Flávio Bolsonaro afirmou que a crítica de Renan é 'inveja de quem quer ajudar os mais pobres'. Ele disse que o projeto está em fase de estudos e que parcerias com operadoras de telefonia poderiam reduzir os custos. 'O senador Renan Santos não quer que o pobre tenha acesso à tecnologia', declarou.

Líderes do governo no Congresso evitaram comentar a viabilidade da proposta, mas nos bastidores avaliam que o projeto tem baixa chance de avançar devido ao impacto fiscal e à falta de apoio da base aliada. A expectativa é que a matéria seja arquivada após as eleições de 2026.

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