A família de Maria Cristina da Silva, de 46 anos, autorizou a doação de órgãos após a confirmação de morte cerebral na quinta-feira (17). A paciente estava internada no Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP) desde segunda-feira (13), transferida da rede pública de saúde de Nova Aliança. O filho, Miguel Matheus da Silva Antônio, denunciou suspeita de negligência médica pela demora em exames e encaminhamento.
Captação de órgãos realizada nesta sexta
Na sexta-feira (18), uma equipe do Hospital de Base realizou a captação dos órgãos após a conclusão do protocolo de morte encefálica. Foram captados coração, fígado, rins e córneas. A destinação dos órgãos ainda não foi divulgada. Miguel comentou: “Ela era uma mulher forte e não poderíamos deixar de doar. Ela sempre disse que doaria”.
Filho denuncia demora no atendimento
Segundo o boletim de ocorrência, Maria Cristina foi encontrada caída em uma rua de Nova Aliança, socorrida e levada ao Centro de Saúde Municipal, onde recebeu atendimento e foi liberada. No entanto, ela continuou com dores de cabeça e alteração psíquica, sendo levada novamente à unidade. O filho afirma que houve demora no encaminhamento para um hospital especializado, mesmo com o agravamento do quadro.
Após insistência da família e ameaças de acionar a polícia, a paciente foi transferida para o Hospital de Base em São José do Rio Preto. Lá, os médicos informaram que o quadro pode ter se agravado pela demora na transferência e exames.
Posição da Secretaria Municipal de Nova Aliança
A Secretaria Municipal de Nova Aliança lamentou a morte e esclareceu que o município não possui estrutura para exames de alta complexidade. Em nota, informou que os profissionais realizaram a assistência conforme a avaliação clínica em cada momento do atendimento.



