O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu com duras críticas à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ampliou as restrições impostas à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em declaração pública, Flávio classificou a medida como 'desproporcional' e 'covarde', afirmando que ela representa uma perseguição política contra seu pai.
Decisão de Moraes endurece condições da prisão domiciliar
Na decisão proferida nesta quinta-feira, Moraes determinou a suspensão das visitas sociais ao ex-presidente por 30 dias, proibiu encontros com finalidade eleitoral até o fim das eleições e impediu a divulgação de manifestos, inclusive por terceiros. A medida foi tomada após o STF constatar que Jair Bolsonaro descumpriu as cautelares anteriormente estabelecidas, ao apoiar publicamente a candidatura do filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para a Câmara dos Deputados.
Segundo a decisão, o descumprimento das condições impostas à prisão domiciliar configura risco à ordem pública e à investigação em curso. Moraes destacou que o ex-presidente utilizou sua influência para interferir no processo eleitoral, violando as regras estabelecidas pela Corte.
Reação de Flávio Bolsonaro e contexto político
Flávio Bolsonaro, em live nas redes sociais, afirmou que a decisão é 'mais um capítulo da perseguição implacável' contra a família Bolsonaro. 'É uma medida covarde, desproporcional, que visa calar um homem que já está preso em casa. Não há justificativa para suspender visitas sociais ou proibir a divulgação de manifestos', declarou o senador.
A decisão de Moraes ocorre em meio a um cenário político aquecido, com as eleições municipais se aproximando. Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde fevereiro de 2026, vinha sendo acusado de usar sua influência para beneficiar aliados políticos.
Impactos e próximos passos
Com as novas restrições, Jair Bolsonaro fica isolado de contatos sociais e políticos por pelo menos 30 dias, o que pode enfraquecer sua capacidade de articulação. A proibição de encontros eleitorais se estende até o fim das eleições, previstas para outubro. Além disso, a divulgação de manifestos por terceiros também foi vetada, o que limita a atuação de apoiadores.
Especialistas jurídicos apontam que a decisão de Moraes é uma resposta direta ao comportamento do ex-presidente, que vinha testando os limites das cautelares. 'O STF não tolera descumprimento de suas decisões, especialmente em um caso de alta relevância política', afirmou o jurista Carlos Alberto de Souza, em entrevista à imprensa.
A defesa de Jair Bolsonaro já anunciou que recorrerá da decisão, argumentando que as restrições violam direitos fundamentais. O caso deve ser analisado pelo plenário do STF nas próximas semanas.



