O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) propôs a criação de uma zona de livre comércio entre Brasil e Estados Unidos durante uma transmissão ao vivo no YouTube, no dia seguinte à sua participação em uma audiência no Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Na live, ele criticou duramente a relação do governo Lula com a China, acusando o presidente de priorizar a ideologia em detrimento dos interesses nacionais.
Proposta de livre comércio e críticas à China
Flávio Bolsonaro defendeu que o Brasil busque um acordo de livre comércio com os EUA como forma de reduzir a dependência econômica da China. “Enquanto o governo Lula se alinha com a China, que é um regime autoritário e concorrente direto do Brasil em diversos setores, nós perdemos oportunidades de fortalecer laços com a maior economia do mundo”, afirmou o senador. Ele também sugeriu que o USMCA (Acordo Estados Unidos-México-Canadá) seja atualizado para incluir o Brasil, ampliando o acesso a mercados e reduzindo tarifas.
Participação em audiência no USTR
No dia anterior, Flávio participou de uma audiência no USTR para discutir barreiras comerciais e possíveis tarifas que afetam produtos brasileiros. O senador afirmou que a atual administração brasileira não tem defendido adequadamente os interesses do país. “O governo Lula está mais preocupado em agradar a China do que em proteger o agronegócio e a indústria nacional”, declarou. Ele também criticou o Supremo Tribunal Federal (STF), acusando a corte de interferir em questões econômicas e de prejudicar a competitividade do país.
Impacto e reações
A proposta de Flávio Bolsonaro gerou debates nas redes sociais, com apoiadores elogiando a iniciativa e críticos apontando que um acordo de livre comércio com os EUA poderia prejudicar setores industriais brasileiros. O senador, no entanto, argumentou que a medida traria benefícios como aumento de investimentos e geração de empregos. “Precisamos de uma política externa que coloque o Brasil em primeiro lugar, não alinhamentos ideológicos”, concluiu. A live teve milhares de visualizações e seguidores do ex-presidente Jair Bolsonaro manifestaram apoio à proposta.



