O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), comparou, na terça-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ex-presidente norte-americano Joe Biden, que desistiu de concorrer à reeleição durante a campanha eleitoral.
Comparação com Biden e críticas ao governo Lula
“Suspeito que Lula está ficando meio Biden”, disse Flávio ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), durante a cerimônia de abertura da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne. A declaração ocorre em meio a um novo desgaste político sofrido pelo senador, após políticos e parte dos eleitores o culparem pela proposta de tarifa anunciada pelos Estados Unidos, depois de um encontro de Flávio com o presidente Donald Trump.
Defesa das empresas brasileiras contra tarifas de Trump
Na ocasião, Flávio também afirmou que irá aos Estados Unidos para “fazer a defesa das empresas brasileiras” contra a nova taxa de 25% proposta pelo governo de Donald Trump. O senador argumentou que a ação é necessária porque no Brasil “já temos as maiores taxas do mundo pelo atual governo [Lula]”.
Uma pesquisa divulgada pela Genial/Quaest em 10 de junho, dias após o anúncio das possíveis tarifas, mostrou que 47% dos brasileiros concordavam com a afirmação de Lula, que acusava Flávio de ter atuado junto ao presidente norte-americano em favor de novas tarifas ao Brasil.
Negociações do governo brasileiro com os EUA
Atualmente, o governo brasileiro tenta negociar com os Estados Unidos para evitar que as novas tarifas entrem em vigor em 15 de julho. Nos bastidores, há pessimismo do governo em relação ao êxito das reuniões, uma vez que interlocutores do Planalto avaliam que Trump não tem sido claro sobre o tema e pode estar buscando uma vitória política em detrimento de um real acordo entre partes.
Pré-campanha e promessas de Flávio
O senador também afirmou que, a partir do ano que vem, o Brasil terá “um presidente da República que vai sentar de igual para igual com todo o mundo para defender os interesses do povo”. A declaração reforça sua pré-campanha presidencial, que incluiu um pedido de investigação dos gastos do governo Lula com publicidade. Documento assinado pelo senador Rogério Marinho destaca, entre gastos que precisam ser investigados, dinheiro investido em uma campanha favorável ao fim da escala 6×1, tema que ainda é debatido no Congresso Nacional.



