Flávio Bolsonaro intensifica ataques ao STF após veto de visitas
Flávio Bolsonaro ataca STF após veto de visitas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alterou drasticamente sua estratégia de campanha após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que vetou visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro pelos próximos 90 dias. Em vez de buscar uma imagem moderada, o pré-candidato à reeleição agora intensifica os ataques ao STF, especialmente a Moraes, para consolidar a narrativa de perseguição política.

Mudança de rota eleitoral

A campanha de Flávio Bolsonaro recalcula o plano inicial, que priorizava a consolidação de uma imagem mais moderada. Com o veto, a equipe decidiu endurecer o discurso contra o ministro, transformando a derrota política em um ativo eleitoral. A estratégia visa mobilizar a base bolsonarista, que vê nas restrições a Jair Bolsonaro uma prova de perseguição judicial.

Segundo fontes da campanha, a decisão de Moraes foi vista como uma oportunidade para reforçar o tom de perseguição, especialmente a três meses das eleições. "A base precisa sentir que estamos lutando contra um sistema opressor", afirmou um assessor próximo ao senador.

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Ataques ao STF em foco

Flávio Bolsonaro passou a dedicar seus discursos e postagens nas redes sociais a críticas ao STF, com ênfase em Alexandre de Moraes. Em um vídeo divulgado nesta terça-feira, o senador afirmou: "Não vamos aceitar que um único ministro decida o destino do Brasil. Isso é uma ditadura judicial".

A mudança de tom representa um afastamento da estratégia anterior, que buscava atrair eleitores de centro. Agora, a campanha aposta na radicalização do discurso para garantir a fidelidade do núcleo duro bolsonarista.

Impacto na corrida eleitoral

A três meses do pleito, a nova postura de Flávio Bolsonaro pode ter efeitos imprevisíveis. Enquanto a base comemora o endurecimento, analistas políticos alertam para o risco de afastar eleitores moderados. Pesquisas internas da campanha, no entanto, indicam que o veto às visitas gerou comoção entre os apoiadores, com aumento de 15% no engajamento nas redes sociais do senador.

"A perseguição sempre foi o motor da direita no Brasil. Agora, Flávio está surfando nessa onda", avaliou o cientista político Carlos Melo, da USP. A estratégia, contudo, depende da capacidade de manter a atenção da mídia e evitar que o tema perca relevância.

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