Trabalhadores do Mercado do Peixe, localizado no Mercado Central de Macapá, denunciam condições precárias de infraestrutura, incluindo falta de limpeza, mau cheiro, pouca iluminação e infestação de baratas. O espaço, tradicional e frequentado há anos por amapaenses, abriga feirantes e restaurantes. A Prefeitura de Macapá, responsável pela administração, informou à Rede Amazônica que tem ciência dos problemas e que iniciará uma reforma no local em até 30 dias.
Condições precárias e relatos de trabalhadores
A empreendedora Zélia Maria Silva, dona de um dos estabelecimentos, afirma que sobrevive graças à fidelidade dos clientes. “A gente ainda tem sorte de que amigos continuam vindo aqui, porque está muito feio. Pedimos que tenham pena da gente e que venham nos ajudar [a prefeitura]”, disse a cozinheira. O mau cheiro e a sujeira contrastam com a vontade de empreender dos trabalhadores. O espaço, que deveria ser atrativo pela variedade de peixes e verduras, hoje apresenta baratas, pouca iluminação e sujeira. Os banheiros estão infestados de baratas, conforme registrado em foto de João Pantoja/Rede Amazônica.
Reformas anteriores e abandono da área do peixe
Larícia dos Santos, que trabalha no mercado há 10 anos, acompanhou a reforma do entorno e lamenta o abandono da área do peixe. “É muito quente e não tem ventilação. Queríamos melhorias. Outras feiras já foram reformadas e a nossa, que fica no Centro, não recebe atenção”, afirmou. O Mercado Central foi reinaugurado em janeiro de 2020, após quatro anos de obras, com estrutura colonial e mezanino para receber mais comerciantes e turistas. Em 2023, nos 70 anos do mercado, 42 boxes foram entregues a empreendedores, com estrutura de concreto, portas de vidro e pia com água encanada. A obra custou quase R$ 1,4 milhão, com recursos do Tesouro Municipal e emenda do senador Randolfe Rodrigues. Contudo, a área do Mercado do Peixe, com acesso pela avenida Antônio Coelho de Carvalho, permanece com problemas.
Compromisso da prefeitura
A Prefeitura de Macapá informou que sabe dos problemas e que vai iniciar uma reforma no local em até 30 dias. A gestão não detalhou o escopo das obras nem o valor previsto. Enquanto isso, feirantes e clientes convivem com a estrutura precária, na expectativa de que as melhorias saiam do papel.



