A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está acelerando um programa voltado ao eleitorado feminino após uma crise com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O projeto, coordenado pela ex-ministra Daniella Marques, tem como eixos principais o empreendedorismo feminino, o combate à violência doméstica e a economia do cuidado. As propostas serão discutidas com lideranças femininas da direita na próxima quarta-feira, em um encontro que busca reduzir a rejeição do senador entre as mulheres.
Contexto da crise e motivação do programa
O atrito entre Flávio e Michelle Bolsonaro tornou-se público nas últimas semanas, gerando desgaste na imagem do senador junto ao eleitorado feminino. Pesquisas internas da campanha indicam que a rejeição de Flávio entre as mulheres é superior à média geral, o que motivou a aceleração do programa. A iniciativa busca não apenas reparar os danos, mas também apresentar propostas concretas para conquistar esse segmento.
Detalhes do programa
Coordenado por Daniella Marques, que foi ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos no governo Bolsonaro, o programa prevê ações de capacitação profissional, linhas de crédito para microempreendedoras e fortalecimento da rede de proteção às vítimas de violência. “Nosso objetivo é oferecer oportunidades reais de autonomia financeira e segurança para as mulheres brasileiras”, afirmou Daniella Marques, em nota. A economia do cuidado, que inclui políticas de apoio a mães e cuidadoras, também será um pilar central.
Encontro com lideranças femininas
O evento da próxima quarta-feira reunirá deputadas, vereadoras e ativistas de direita de todo o país. A expectativa é que o programa seja detalhado e que as lideranças contribuam com sugestões para adequá-lo às realidades regionais. Flávio Bolsonaro deve participar do encontro, que será fechado à imprensa. A estratégia é ampliar a capilaridade do projeto e fortalecer a imagem do senador como defensor dos direitos femininos.
Impacto eleitoral
Analistas políticos apontam que a aproximação com o eleitorado feminino é crucial para Flávio Bolsonaro, que busca se consolidar como nome forte da direita nas próximas eleições. A crise com Michelle Bolsonaro, vista como uma figura popular entre mulheres conservadoras, exigiu uma resposta rápida da campanha. O programa, se bem-sucedido, pode reduzir a rejeição e aumentar a competitividade do senador.



