Para Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, o resultado mais fraco que o esperado no setor de serviços não configura uma 'grande decepção'. Apesar da queda mais forte em transportes (-1,0%), o movimento não foi disseminado entre os demais segmentos.
Impacto da queda em transportes
A retração no setor de transportes surpreendeu, mas Tobler ressalta que o indicador não sinaliza um cenário generalizado de deterioração. 'O resultado não chega a ser uma grande decepção porque não veio disseminado', afirmou. No entanto, a queda em transportes merece atenção, pois está diretamente ligada à logística e ao transporte de cargas, sendo um termômetro do ritmo da atividade econômica.
Esfriamento da economia
Segundo o economista, o desempenho dos transportes sugere um esfriamento da economia, já que o transporte de carga reflete o nível de produção e comércio. 'Transportes têm correlação forte com o ciclo econômico', explicou. Apesar disso, o resultado geral do setor de serviços ainda é considerado dentro do esperado, sem indicar uma desaceleração abrupta.
Reforma tributária e preparação das empresas
A reforma tributária, que já impacta as empresas, é um dos fatores que influenciam o cenário. Especialistas recomendam que as companhias se preparem para as mudanças, ajustando processos e sistemas para se adequar às novas regras. A reforma promete simplificar a tributação, mas exige adaptação imediata dos negócios.



